A questão do aborto no Brasil
Enviada em 01/06/2019
Em uma entrevista, o Doutor Drauzio Varella dizia que ninguém é a favor do aborto, nem mesmo as mulheres que abortam. Entretanto, ele afirma a provável morte das mulheres periféricas e um processo elitizado que na prática é ilegal a penas para a população pobre. Portanto, deve ser analisado a elitização do processo abortivo e a saúde para todos, prevista apenas na constituição.
Primordialmente, deve ser discutido a elitização do processo abortivo. Sabe-se que, mulheres estão abortando, sendo proibido ou não. Contudo, é necessário por enfoque onde e com quais condições elas abortam, sabendo que, mulheres ascendidas socialmente pagam por um processo mais seguro. Para exemplificar, a PNA (pesquisa nacional de aborto) afirma que praticamente 50% das mulheres que abortam completaram, apenas, o ensino fundamental. Ou seja, as vidas que tentam preservar com a criminalização do aborto são as vidas com maior condição financeira.
Além disso, existe a falsa existência da saúde para todos. Indubitavelmente, a constituição afirma que todo cidadão possui direito à saúde. Todavia, sabe-se que a maior parte das mortes na gravidez deve-se as tentativas de aborto das mulheres periféricas em ambientes insalubres. Exemplificando: a OMG (organização mundial da saúde) afirma que entre 40 e 50 mil mulheres morrem devido a complicações durante o procedimento, afirma também que a maior parte dos países que legalizaram o procedimento tiveram o número de abortos diminuídos. A pergunta que fica, então, é quais cidadãos têm direito a saúde?
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Deve a população exigir uma reunião do legislativo para legalizar esse procedimento, isso deve ser feito a partir de abaixo assinados na internet e manifestações nas principais avenidas do país. Assim, mulheres periféricas se tornaram cidadãs na prática, diminuindo a desigualdade social e o número de mortes. Com isso, um dia o Doutor Drauzio Varella em uma próxima entrevista poderá afirmar a legalização para mulheres pobres.