A questão do aborto no Brasil
Enviada em 22/06/2019
Aborto no Brasil
Incluindo a zona rural, aproximadamente 517 mil abortos ocorreram em 2015. Porém, o aborto não é totalmente legalizado no Brasil, sendo permitido em lei apenas em situação de risco para a mãe ou em casos de estupro. Em grande parte, é realizado por mulheres periféricas de baixa renda em clínicas clandestinas, o que põe em risco suas vidas e por muitas vezes obriga a mulher a conviver e aceitar situações que a desfavorecem. Inicialmente, entende-se que a principal causa da morte de mulheres durante o aborto se deve ao fato que geralmente é realizado em lugares precários, que não possuem o material necessário e adequado para o procedimento. Segundo a OMS, em nível mundial, todo o ano ocorrem mais de 21 milhões de abortos nesses locais insalubres, o que causa a morte de mais de 47 mil mulheres, sendo em grande parte periféricas, afinal, as que tem uma melhor condição de vida, conseguem estar pagando por um procedimento de melhor qualidade.
Muitas pessoas aprovam tal ato apenas em caso de estupro, negando em outros situações, tornando então a maternidade uma espécie de “castigo”, como se o indivíduo devesse levar aquilo como uma lição, mesmo com a probabilidade da criança passar por uma infância difícil, com dificuldade, e até mesmo o risco da entrega para a adoção, o que acaba acarretando em elevado custo para a manutenção de casas adotivas, gerando um gasto muito maior do que o procedimento clínico.
Considerando tais fatos, fica evidente que uma medida para a reversão desse problema é extremamente necessária. O Estado deve remover o aborto do código penal brasileiro, permitindo que ele seja feito em toda e qualquer circunstância, com um total apoio médico profissional, assim provendo uma saúde de qualidade ao indivíduo. Vale lembrar que a legalização do aborto não é um incentivo ao mesmo, portanto, ações como a conscientização devem ser reforçadas em ambientes escolares.