A questão do aborto no Brasil
Enviada em 21/06/2019
O aborto é legalizado nos países desenvolvidos, em países mais pobres e religiosos é criminalizado, é uma questão relacionada a medicina, religião, justiça e escolha da mulher. A cada ano é feito 500 mil abortos tendo mais de 1500 mulheres mortas, sendo a 5° causa de mortalidade materna. A segunda edição da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA) realizou em 2016 uma pesquisa que aponta que 20% das mulheres terão feito ao menos um aborto ilegal ao final da vida reprodutiva, ou seja, uma em cada cinco mulheres entre 18 e 40 anos já fez, pelo menos um aborto, sendo cerca de 64% mulheres já casadas e com filhos.
Temos duas situações que permitem que o aborto seja realizado, o aborto clandestino, proibido e ilegal e criminalizado e o aborto legalização de acordo com o nosso código penal, onde só pode ser realizado no país quando a mulher tem risco de morte durante a gestação, parto ou outro tipo de problema que acabe prejudicando a mãe, ou em caso de estupro, quando a vítima é violentada e consegue comprovar que aconteceu o ato. Já em 2012 o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que para os fetos que comprovados terem anencefalia (não possuírem cérebro) também será considerado como abortamento legal.
Muitas mulheres buscam o mercado clandestino a procura de medicamentos já que aborto é um crime e elas ficam com receio de procurar o serviço de saúde, que até mesmo nos casos em que a lei permite, todo sistema de saúde e justiça dificultam acesso das mulheres para abortamento legal. Continuar a gestação e entregar a criança para adoção parece justo, porém na prática não é assim, 18 mil crianças moram em abrigos e apenas 1700 mil são adotadas por ano.
Como solução para o problema o SUS (Sistema Único de Saúde) precisa aumentar seu planejamento familiar, a educação sexual tanto em casa como nas escolas, disponibilizando palestras e diálogos para manter os jovens informados, acessibilidade aos meios contraceptivos, como anticoncepcional e camisinha nos postos de saúde, a alteração da lei, com política voltada à proteção exclusiva da mulher e respeitando seu direito de escolha.