A questão do aborto no Brasil

Enviada em 03/07/2019

A Biologia define vírus como ‘‘um parasita intracelular que só consegue dispor de manifestações vitais interior de uma célula hospedeira.’’ Em vista disso, percebe-se que o aborto no Brasil tem se comportado como um autêntico vírus, que contamina e prejudica a vida de milhares de mulheres. Assim, cabe a análise acerca de causas, consequências e possível solução da problemática.

A princípio, é preciso destacar o fator social que contribuiu para a difusão desse mal. Além tudo, é certo que o abandono paternal é um fator que influencia a interrupção da gravidez pela progenitora. Ao mesmo tempo, no Brasil é cada vez maior número de homens que abandonam filhos deixam a obrigação de criar as crianças sob responsabilidade da mulher. Prova disso, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça -CNJ-, 5,5 milhões de brasileiros não têm o nome do pai na certidão de nascimento. Logo, tal comportamento contribuiu com a proliferação desse problema.

Outrossim, a ausência de políticas públicas influencia a prática do aborto no Brasil. A exemplo, segundo os dados do Ministério da Saúde, uma mulher morre a cada dois dias por efetuar um aborto inseguro. Não somente, conforme o mesmo estudo, um milhão de abortamentos ocorrem todos os anos e ocasiona a hospitalização de 250 mil mulheres por serem praticados em locais insalubres. Dessa forma, faz-se urgente a formulação de uma ação para minimizar essa conduta.

Portanto, medidas são cruciais para superar esse caso. Em primeiro plano, o Poder Legislativo, deve garantir a possibilidade de escolha da progenitora para realizar um aborto seguro, isso ocorrerá através da criação de leis que assegure a saúde da mulher. Em segundo plano, veículos midiáticos podem divulgar as situações, de abortos escusos de modo a conscientizar os cidadãos e, ainda, instruir a vítima a buscar um tratamento adequado com objetivo de evitar um aborto clandestino. Uma mudança necessária, logo é preciso início para combater esse vírus