A questão do aborto no Brasil

Enviada em 29/06/2019

A humanidade tem o péssimo hábito da hipocrisia, esta que defende algo o qual em tese não faria, mas na realidade por impulso ou medo acaba fazendo. Com o aborto é o mesmo, já que sendo uma prática tida como ilegal é uma das mais praticadas. Sendo assim o aborto faz parte da vida, especialmente da mulher, seja ele provocado, espontâneo, da vizinha, amiga e etc. Logo legalizando-o tornando-o um processo digno, sem julgamento mais seguro para aquelas que precisam.

Primeiramente, é preciso lembrar que a ilegalidade do procedimento força a mulher a buscar a criminalidade. A prática em si não é o monstro que todos falam porém a sua indisponibilidade acaba forçando meios perigosos. Como a procura de lugares clandestinos sem o profissional ou práticas adequadas, a automedicação que pode trazer riscos a vida da mulher e as mortes. Sendo que uma mulher morre a cada dois dias por complicações de um aborto mal feito, segundo o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem).

Outro fator importante, são os traumas que a mulher nessa condição acaba sofrendo. O que gera um trauma não é o procedimento em si, mas o julgamento moral que a sociedade faz, a irresponsabilidade masculina, já que a mulher é subordinada a passar por tudo sozinha. Além do fardo de ser obrigada a carregar uma criança indesejada.

Logo, o aborto precisa deixar de ser um procedimento ilegal, até por uma questão de saúde pública visto o quão grave e arriscado a proibição pode ser. Sendo assim a mídia junto aos profissionais da saúde deveriam promover debates e distribuição de informações para a sociedade sobre o tema. Além do procedimento em si, a conscientização e a educação sexual podem ajudar para que assim forme uma sociedade consciente e possa cobrar dos seus governantes um processo de aborto legal, indolor e seguro a fim de minimizar as mortes e promover o bem público.