A questão do aborto no Brasil

Enviada em 16/07/2019

Durante a Revolução Industrial, era corriqueiro gestantes trabalharem por longas horas e, ao longo desse processo, sofrerem aborto espontâneo, já que havia a necessidade de sustentar a família e a ausência de leis trabalhistas que garantissem os seus direitos. Nesse contexto, hodiernamente, é notório o debate ascendente acerca do aborto no cenário tupiniquim, além dos paradigmas que sua criminalização representa para as parturientes e para o avanço científico. Com efeito, clínicas clandestinas de aborto e a resistência social constituem entraves noque tange a temática do aborto no Brasil.

Primordialmente, é perceptível o aumento de métodos contraceptivos em clínicas ilegais. Visto o aspecto inconstitucional das maneiras abortivas e a realidade social da mulher, algumas gestantes tendem, de forma precipitada, realizarem procedimentos clandestino, que não condizem com técnicas defendidas pela medicina legal, podendo, assim, falecer ou adquirir problemas físicos e psicológicos permanentes. Ademais o ideário normalizado de morte faz com que a sociedade permaneça inerte frente a tal obstaculo. Segundo a filosofa Hannah Arendt, a modernidade banalizou o mal. Seguindo o pressuposto, é indubitável que os problemas acarretados por maneiras abortivas tem se tornado rotineiro no âmbito social, em virtude das repetições de casos transmitidos pelos meios midiáticos cotidianamente. Sendo assim, é mister combater os hospitais clandestinos e romper com a banalização desse mal.

Em segundo lugar, a descriminalização do aborto corrobora para estudos científicos. De acordo com pesquisas da Biologia, o embrião no estágio inicial- não constitui um feto, sendo, apenas, um conjunto de células tronco. Logo, com tais pesquisas legalizadas seria possível para a ciência canarinha aprofundar no estudo de células não-especializadas, fato, esse, que ajudaria na cura de milhares de doenças, inclusive do câncer. No entanto, infelizmente, a sociedade apresenta resistência a tais pesquisas, sendo, desse modo, incoerente, uma vez que esses avanços são para beneficio da humanidade e a gestação inicial não representa um ser vivo ainda.

Com isso, é incontrovertível que a lei do aborto é uma barreira ao avanço social e científico. Portanto, o Governo deve fiscalizar, severamente, clínicas ilegais, por meio da criação de um órgão especializado nessa função, com o objetivo de eliminar os métodos inseguros, para que a parturiente seja protegida. Por fim cabe ao Ministério da Ciência e Educação promover explicações sobre embriologia, por intermédio de palestras nas escolas e nos meios de comunicação, a fim de promover melhorias nas condições das grávidas. Desse maneira, será possível manter as gestantes seguras.