A questão do aborto no Brasil

Enviada em 13/08/2019

O aborto no Brasil ainda é um assunto polêmico que vem ao longo do tempo fazendo com que as pessoas debatam sobre tal tema, por muitos serem contra, enquanto outros são a favor. A interrupção da gravidez é repreendida por ir contra os direitos humanos, o código penal e questões religiosas. No entanto, há quem alegue que é direito da mulher escolher ter ou não um filho.

A princípio, as estatísticas de móvito vem crescendo cada vez mais ao passar dos anos, como mostra a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) onde concluiu-se que 2,1% das mulheres entre 18 a 29 anos abortaram. Contudo, uma nova pesquisa feita em 2016, também pela PNS, mostra que essa porcentagem aumentou para 13%.

Sendo assim, há quem seja contra o aborto pelo fato de atualmente existir muitos métodos contraceptivos, como camisinhas distribuídas gratuitamente pelo governo, anticoncepcionais, DIU (Dispositivo Intrauterino), entre outros fatores que não permitem uma gestação indesejável. Assim como na Constituição de 1988, no qual consta que todo cidadão tem direito à vida.

No entanto, para aqueles que  são a favor de tal ato, alegam que é direito da mulher querer ou não ter uma criança, já que é ela quem sabe se estará apta a tê-la. Porém, o aborto no Brasil é crime, segundo o código penal, só há duas possibilidades legais para realizar essa atividade,que são: em caso de estupro e quando o feto corre risco de nascer sem a massa encefálica, caso contrário, a “mãe” pode ser presa.

Assim sendo, o Governo Federal junto ao Ministério da Saúde deve investir mais em campanhas nas escolas, com palestras, depoimentos, estatísticas e dados, para que desde cedo as crianças de 12 anos possam ser instruídas a evitar relações sexuais sem camisinhas e até mostrar que sem métodos contraceptivos, as chances de se engravidar ou até mesmo se adquirir uma DST (doenças sexualmente transmissível) são grandes.