A questão do aborto no Brasil
Enviada em 14/09/2019
Notoriamente, observa-se, ao decorrer dos anos, um aumento gradativo na incidência de casos abortivos. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Aborto, aproximadamente 20% das mulheres terão realizado ao menos um aborto ilegal ao final da vida reprodutiva. Dentre as principais causas interligadas a esse problema, destaca-se a gravidez precoce e a desigualdade social. Logo, nota-se a relevância de medidas que impeçam o desdobramento desse fator social.
A priori, é imprescindível salientar que as causas relacionadas ao aumento do aborto nos dias atuais envolvem incontáveis vieses. Sabe-se que uma gravidez precoce entre jovens causa inúmeros conflitos, No filme ‘‘Juno’’ retrata uma adolescente que tem uma gravidez indesejada e decide optar por entregar a adoção. Em contexto análogo, no Brasil muitos jovens sentem-se inseguros ao descobrir uma gestação não programada, e decide escolher pela a interrupção por falta de informações, como uma possível adoção.
Em segunda instância, vale ressaltar que de acordo com o artigo 196 do Código Penal, a saúde é direito de todos e dever do Estado. No entanto, é inegável que há uma desigualdade social e que a lei não é benéfica a todos, visto que, população de baixa renda está mais vulnerável, pois recorre a clínicas clandestinas sucateadas e insalubres, pílulas abortivas, entre outros métodos. Desse modo, a mulher é exposta a riscos e complicações, em virtude da falta de infraestrutura social e econômica.
Portanto, é imperioso destacar a importância do Estado, que deve fornecer apoio e buscar uma equidade socioeconômica da população, por intermédio de leis que descriminalizam o aborto e bolsas que auxiliem a população carente, com a finalidade de diminuir a incidência de mortes indesejadas de gestantes que recorrem a métodos ilegais. Ademais, o Governo, junto ao Ministério da Cidadania, deve oferecer palestras educacionais, afim de orientar jovens que queiram seguir a gravidez e informar os riscos trazidos por um aborto.