A questão do aborto no Brasil
Enviada em 27/09/2019
O aborto, na atualidade, tem sido bastante debatido, com duas opiniões contrárias, ser legalizado ou não. Entretanto, não podemos tratar o aborto como um simples assunto, pois se trata de uma questão de saúde pública, visto que, a cada dois dias, um mulher morre no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Logo, é preciso que o aborto seja legalizado e tratado com seriedade.
Primeiramente, é válido lembrar que mesmo o aborto sendo legal ou não, as mulheres em todo país, sem distinção de raça ou classe social, continuam abortando. Porém, é importante ressaltar, as vítimas dessas práticas são quase sempre mulheres pobres, as quais não são capazes de pagar por um aborto seguro e acabam sofrendo agressões físicas e psicológicas. E visto que, a Constituição de 1988 assegura que todos, incluindo o sexo feminino, gozem de boa saúde, nesse sentido, é obrigação do Estado fornecer tal prática.
Ademais, o aborto, não deveria ser tratado como uma questão financeira, o qual, supostamente, dana os cofres públicos. Visto que, em uma entrevista fornecida pelo ginecologista, Jefferson Drezett, percebe-se que as complicações causadas pelo aborto clandestino saem mais caras do que se acontecessem no hospital, um ambiente seguro. Então, além de ser uma questão de saúde pública e mais benéfico para o dinheiro público, o aborto deveria ser legalizada por se tratar de um direito de escolha.
Portanto, é necessário mudanças para que as mulheres, no Brasil, não morrão mais por causa do aborto. Cabe ao Governo, a legalização do mesmo, por se tratar de saúde pública, por meio da aprovação de projetos que apresentem esse tema e leis que assegurem o direito de escolha e boa saúde desses indivíduos. Por outro lado, o Ministério da Saúde deverá repassar verba para o SUS, sendo este o sistema que realizará os abortos em ambiente seguros e preparados. E assim, as mulheres poderão decidir se deseja ou não continuar com a gravidez dependendo, também, do auxílio do Estado.