A questão do aborto no Brasil

Enviada em 12/10/2019

A realidade do aborto no Brasil

A criminalização do aborto geralmente está concentrado em países subdesenvolvidos (América Latina, África e Oriente Médio). Dados da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA) realizada em 2016, revela que 1 em cada 5 brasileiras, com aproximadamente 40 anos já teria realizado aborto. O Ministério da Saúde aponta que 1 mulher morre a cada 2 dias por aborto inseguro praticado em clínicas clandestinas, causando sérias complicações e agravando o problema de saúde pública no Brasil.

O aborto é a interrupção da gravidez, ocorrendo de forma espontânea ou induzida. No Brasil, após o ano de 2012, a legislação só permite o aborto em três casos: violência sexual, risco à vida da mãe ou anencefalia. Segundo dados do Ministério da Saúde, ocorrem todos os anos no País, 1 milhão de abortos induzidos que levam 250 mil mulheres à hospitalização. Esses abortos em sua maioria são realizados por meio de procedimentos inseguros e em clínicas clandestinas. De acordo com o órgão, além da hospitalização das mulheres, o aborto ilegal foi a consequência da morte de 203 mulheres no ano de 2016.

A gravidez indesejada, a falta de informação sobre o aborto legalizado, a burocratização do processo, a precariedade no atendimento na rede pública de saúde e a recusa de profissionais de saúde em realizar o procedimento, são fatores que levam as brasileiras a praticarem o aborto ilegal. Também estão envolvidos nesse processo as condições sociais da vítima, e especialmente nos casos de estupro, encontram-se as dificuldades em denunciar o crime.

Resultados demonstram que 1 a cada 4 mulheres desistem do aborto após o acompanhamento psicológico com equipes multidisciplinares. Portanto, conclui-se que junto com a descriminalização do aborto, a assistência psicológica apresenta um papel fundamental para a diminuição de abortos no Brasil.

Logo, é necessário que o governo junto com o Ministério da Saúde e Educação realize campanhas de conscientização da população sobre a gravidez e o aborto, amplie o acompanhamento psicológico nas redes de saúde pública para as gestantes, aumente a educação sexual nas escolas e ofereça em todas as cidades e postos de saúde informações sobre o uso de métodos contraceptivos e a realização do planejamento familiar, decidindo o melhor momento para ter filhos. Dessa forma, a prática do aborto ilegal será interrompida e haverá queda no número de hospitalização e mortes das mulheres brasileiras.