A questão do aborto no Brasil

Enviada em 18/10/2019

A Biologia define o vírus como ’’ um parasita intracelular que só consegue dispor de manifestações vitais no interior de uma célula hospedeira.’’ Em vista disso, percebe-se que o aborto no Brasil tem se comportado como autêntico vírus, que contamina e prejudica a vida de milhares de mulheres. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem essa problemática.

Nesse contexto, segundo o filósofo Frederick Angel, ’’ O ser humano é influenciado pelo tempo e horizonte em que vive." Nesse âmbito, nota-se que o abandono paternal tem influenciado a sociedade de forma negativa. A exemplo disso, segundo o Conselho Nacional de Justiça – CNJ -, é cada vez mais comum o número de homens que abandonam os filhos e deixam a obrigação de criar as crianças sob a responsabilidade da mulher. Além disso, conforme o mesmo estudo no Brasil, 5,5 milhões de brasileiros não tem o nome do pai na certidão de nascimento. Logo, tal comportamento contribui com proliferação desse mal.

Outrossim, condizente com o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da Justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira antagônica, observa-se no Brasil à ausência de políticas públicas para amenizar os casos de aborto clandestino. A exemplo, segundo dados do Ministério da Saúde, uma mulher morre A cada dois dias por efetuar um aborto inseguro. Ademais, Conforme o mesmo estudo, um milhão de abortamentos ocorrem todos os anos e ocasiona a hospitalização de 250 mil mulheres por serem praticados em locais insalubres. Dessa forma, faz-se urgente a formulação de uma ação para minimizar esse hábito.

Portanto, medidas são cruciais para combater essa realidade. Em primeiro plano, o Ministério da Saúde, deve garantir a possibilidade de escolha da progenitora para realizar um aborto seguro, isso poderá ocorrer mediante a criação de leis que assegure o direito de escolha da mulher. Em segundo plano, veículos midiáticos podem divulgar situações, de modo a conscientizar os cidadãos e, ainda, instruir as mulheres a buscar ajuda médica quando sentirem a necessidade de realizar com segurança a interrupção da gravidez. Uma mudança é necessária, posteriormente, é preciso um início para minimizar os casos de  aborto clandestino.