A questão do aborto no Brasil
Enviada em 24/03/2020
Com o início da contemporaneidade, muitas lutas e causas sociais começaram a ser discutidas filosoficamente, como fez a filósofa Simone de Beauvior na década de 50. Engajada em questões feministas, a pensadora inferiu que não se nasce mulher, torna-se a partir das experiências de um ser. Com isso, o mundo passa a ter noção das causas de liberdade feminina, tal como o aborto. A questão, mesmo sendo ainda repercutida negativamente no Brasil, é praticada por muitas mulheres; evidenciando certas problemáticas sobre elas. Assim, percebe-se que essa questão tem relações com a falta de segurança de quem faz o aborto e com as pautas vinculadas a sua criminalização.
Mormente, a visão do aborto pela sociedade brasileira não mostra uma veemência adentro da saúde e da própria decisão da mulher. Ao contrário disso, a percepção do poderio mulher na civilização cretense em decidir as questões que lhe circundava era palpável; isso sendo erradicado por decorrência das guerras e da força. De tal modo, a desigualdade passou a afetar o social e a escolha da realização do aborto, já que as mulheres, sem um atendimento legal de qualidade, optam pela insegurança da clandestinidade, causando-lhes cicatrizes eternas ou até mesmo a morte. Por isso, vê-se essas dificuldades como limitadoras da saúde e liberdade fêmea.
Outrossim, a percepção da mulher sobre a autonomia carnal, é percebida nas discussões sobre a descriminalização do aborto. A pauta, mesmo sendo considerada extrema na sociedade, pode ser atrelada ao filme “Anjos do Sol”, o qual conta a vida de meninas, obrigadas a se prostituir, serem estupradas e, consequentemente, ficando grávidas. Mesmo sendo apresentada ficcionalmente, a questão é muito vista no Brasil e inferida, constantemente, ao aborto; evidenciando, portanto, a incapacidade da mulher em poder realizar o aborto legal pela criminalização desse. Assim, jus a isso, a liberdade feminina fica escassa ao deixar essa prática fora das legalidade.
Depreende-se, portanto, que causas femininas estão diretamente vinculadas ao aborto, evidenciando problemas relacionados à uma responsabilidade legal e estatal que inferem nas diversas questões perpassadas pela criminalização e a insegurança dos abortos clandestinos. Por isso, basta que as Secretarias Municipais e Estaduais direcionadas ao auxilio da mulher, junto a iniciativa médica das Secretarias de Saúde regionais, fazer conjuntos de apoio na Casa da Mulher Brasileira para auxiliar as mulheres que fizeram o aborto ilícito; para que muitas tenham atendimentos médicos de emergência após realizarem o aborto. Ademais, a urgência Legislativo em abrir pautas no Senado para discussão de tal problema se torna essencial para fortificar a causa da descriminalização do aborto no Brasil, favorecendo as mulheres na luta pela igualdade dos direitos e na liberdade corporal e judicial.