A questão do aborto no Brasil
Enviada em 28/03/2020
Não é de hoje que o aborto ocorre em todo o mundo. Na época grego-romana já havia práticas abortivas, como a silphium, erva que causava hemorragias menstruais, citada no livro “História Natural”, de Plínio, o Velho. Desse modo, vê-se a importância de uma resolução para esta questão que existe desde a antiguidade e que perpetua até os dias atuais. Indubitavelmente, a criminalização não impede que abortos sejam feitos. segundo o ministério da saúde, 1 milhão de abortos clandestinos são realizados todos os anos no Brasil, 250 mil mulheres são hospitalizadas por decorrência deste e uma morte ocorre a cada dois dias. Nos últimos dez anos, foram 2000 mortes maternas por esse motivo. Além disso, de acordo com a pesquisa “abortion worldwide 2017: Uneven Progress and Unequal Acess”, em países que a interrupção da gravidez não é permitida, acontecem 37 abortos a cada mil mulheres. Nas nações com permissão, a proporção é de 34 para mil. Mostrando, dessa forma, que a legalização irá promover uma considerável diminuição nos casos de abortos e um acesso adequado ao processo abortivo. Dr. Drauzio Varella disse: “O aborto já é livre no Brasil. Proibir é punir quem não tem dinheiro.” Assim, é importante que o governo em junção com o ministério da saúde, promova distribuição gratuita de anticoncepcionais por meio do SUS (sistema único de saúde), além do poder legislativo permitir, por meio de lei, o aborto legal em última instância, até a 12º semana de gestação, também administrado por meio do SUS, juntamente com acompanhamento psicológico. Para assim, diminuir o número de interrupções de gravidez, e consequentemente diminuir o número de mortes de mulheres.