A questão do aborto no Brasil

Enviada em 21/05/2020

A Vênus de Willendorf é uma das mais antigas estatuetas que o homem moderno tem contato, ela representa uma mulher com as características reprodutora protuberantes, mostrando que a sexualidade feminina, e portanto a gravidez eram aspectos aclamados desde a Era paleolítica, entretanto atualmente existe uma banalização no ato de gerar e conceber a vida, por isso os índices de aborto no Brasil são ascendentes e cada vez mais desumanos, sendo assim, em casos de irresponsabilidades paternais e estupro ele representa depravação moral na sociedade brasileira, por conseguinte deve ser combatido nos dois aspectos.

Em primeira análise, o ato sexual- desconsiderando casos de violência- é escolha que tem consequências, então a irresponsabilidade dos pais não pode repercutir para o filho, pois isso é injustiça. Visto que a gravidez é resultado das relações sexuais, e que existem muitos métodos contraceptivos no mercado para que ela não aconteça, abortar além de assassinato de um ser vivo, é resultado de um “descuido” que poderia ser evitado. De acordo com o Ministério da Saúde são distribuídos 128 milhões de camisinhas por ano, ou seja, é um produto que pode ser adquirido gratuitamente. Nesse  sentido, como disse Chico Chavier: “aborto é um crime onde a vítima não opera em sua defesa”, logo um feto não deve ser morto pelo capricho dos seus pais, pois o Estado deve exigir de seus cidadães a responsabilidade para que a sociedade se faça mais consciente e cautelosa.

Em segunda análise, ao mesmo modo que o estupro é a utilização da violência para conseguir o que quer, a interrupção da gravidez por ele obedece a mesma regra. Já que não se pode culpar um inocente por um crime que ele jamais cometeu, então tal ato, embora em caso de violência sexual, é apenas um prorrogamento de crimes hediondos. Analogamente, Sócrates afirmou que só quem faz o que é certo pode se transformar em um homem de verdade, então o respeito à vida deve ser preservado, para uma sociedade brasileira justa, pois o correto prevalece sobre a depravação. Nessa conjuntura a constituição de 1988 assegura o direito à vida, e é incoerente tirá-la sendo que a mesma não pode ser responsabilizada pelo crime anterior a ela.

Portanto, o aborto não deve ser legalizado em caso de descuido parental, bem como violência sexual, pois isso representaria uma perversão moral na sociedade brasileira. Assim, o ministério da educação deve promover palestras sobre educação sexual em escolas- que serão realizadas por profissionais da saúde, didaticamente treinados para conversar com o público jovem- a fim de conscientizar a população sobre gravidez e prevenção, além de conversar sobre danos do aborto no psicológico feminino e na sociedade brasileira, com a finalidade de formar uma sociedade mais responsável, cautelosa e sensível