A questão do aborto no Brasil

Enviada em 28/05/2020

A princípio, o aborto é um assunto bastante discutido na sociedade brasileira, por lei, a prática é considerada crime, com exceção de mulheres com gestações de risco e vítimas de estupro que engravidaram e optaram em não ter a criança. Em virtude disso, a atividade mesmo sendo ilegal não impede que milhares de mulheres a façam ilegalmente, e ás que não tem uma condição de arcar com uma clínica de qualidade podem sofrer riscos, complicações e morte. Dessa forma, o aborto é um assunto delicado que prejudica a saúde de milhares de mulheres todos os dias, tornando indispensáveis alternativas de combate a esse revés.

Atualmente, a interrupção de uma gravidez é um assunto polêmico no mundo. As mulheres que possuem boa condição financeira escolhem um aborto que seja seguro, enquanto àquelas que vivem em condições precárias, acabam indo a clínicas clandestinas para executarem tal ato, podendo sofrer hemorragias, infecções e ate infertilidade. Segundo o Ministério da Saúde, em 2016 o aborto inseguro causou a morte de 200 mulheres, 2000 mil mortes em 10 anos. Contudo, é essencial que a mulher tenha seu direito de escolha, decidindo o destino de sua gestação. Portanto, é necessário que haja mudanças nas leis implementadas pelo Governo.

Sob o mesmo ponto de vista, grande parte das gestações no Brasil não são planejadas, apesar de existirem diversos tipos de métodos contraceptivos disponíveis gratuitamente em hospitais e postos de saúde em todo o Brasil. Além disso, a gravidez na vida da mulher que não tem o apoio de familiares, pode causar transtornos psicológicos, interferindo no vínculo com o bebê e aumentando o desenvolvimento de uma depressão pós-parto. Entretanto, é importante mencionar o sofrimento causado a criança que nasce em um lar que não o deseja, entregues à adoção, levando anos para a criança encontrar um lar, acarretando ainda mais sofrimento para a criança.

Logo, ações são necessárias para combater a problemática. Cabe ao Ministério da Saúde juntamente com o Poder Legislativo, criarem debates sobre a legalização do aborto, chegando em soluções que indiquem que a mulher é unicamente responsável por sua gravidez, sem infringir nenhuma lei. Outrossim, investirem em clínicas de saúde para a ocorrência do aborto legal, pois, quando uma mulher decide interromper uma gravidez, ela precisa de cuidados médicos e não da polícia. Ademais, o Governo em parceria as escolas de todo país, devem elaborar palestras com profissionais de saúde, com o intuito de conscientizar os jovens sobre a gravidade e consequências de uma gravidez, reforçando a utilização de métodos contraceptivos. Diante do exposto, é indubitável que medida devam ser tomadas para alterar o cenário brasileiro.