A questão do aborto no Brasil
Enviada em 10/06/2020
Aborto é questão de saúde pública.
Na série norte, americana, Grey Anatomia, a personagem Cristina Yang vivida pela atriz Sandra Oh, mostra em dado momento uma gravides indesejada, e toma a decisão de abortar, e acontece de maneira segura, rápida e sem ricos. Sobretudo no Brasil, e na maioria dos países mais religiosos e subdesenvolvidos, esta prática é considerada um crime. Contudo, conforme a Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), mostra que 1 a cada 5 moças de todas as classes sociais, até 40 anos já realizou feticídio pelo menos uma vez na vida, e por ano á 50 mil mortas por práticas clandestinas. Deixando claro, que é questão de saúde pública, e que essa negligência acarreta problemas para sociedade.
A lei vigente no Brasil, contra esta prática, no artigo 124 á 128 do código penal, foi feita na década de trinta do século passado, e só é legal em casos de estupro, gestação de risco e feto anencéfalo, entretanto tal regulamento não está de acordo com as necessidades contemporâneas, pois o Instituto Bioética afirma que, 64% das mulheres casadas e com filhos já efetuou o móvito, 50% são católicas e 25% protestantes. Porém as castas sociais que mais sofrem são, pobres e de periferias, que por não terem recursos financeiros, são obrigadas a aderirem a métodos mais baratos e sem segurança, gerando a elas lesões físicas e psicologísticas, e nos piores casos levando-as á óbito. Além disso, o alcance precário de estratégias contraceptivas nas zonas menos favorecidas, agrava este quadro. Deixando claro, a indiferença dos órgãos de poder, que põem a cima, preceito ético e religiosos em um, país laico.
Faz-se mister, ainda, salientar que as televisões e a mídia, abordam esta problemática como algo profano, influenciando a grande massa populacional e acentuando ainda mais este embaraço, e essa visão se explica, pela frase do pensador brasileiro Nilson Jobim, “Sempre foi a favor do aborto. A polêmica sobre esse assunto é fundamentalista”.
Levando-se em conta o que foi observado, o governo federal, deve modificar esta lei conservadora, e atrelado ao ministério da saúde, destinar verbas para hospitais públicos, terem infraestruturada e equipamentos essenciais para realizar o procedimento, de modo a acabar com tantos falecimentos. Para mais, os mesmos órgãos devem promover palestras de educação sexual nas escolas e distribuir gratuitamente em comunidades métodos contraceptivos, para evitando gestações não planejadas. Dessa forma, com a ajuda da população e ações governamentais, o massacre de brasileiras terá fim, e serão tratadas com dignidade e respeito assim como Cristina Yang apresentada na série.