A questão do aborto no Brasil
Enviada em 11/10/2020
Segundo a Antropologia, o ato de abortar, surgiu na antiguidade. O abortamento, termo correto para referir-se ao assunto, consiste em interromper a gestação antes do tempo. Hoje, existem duas formas de abortar, a espontânea que é quando o útero não consegue segurar, e a forma induzida que é quando a mulher procura tirar. No Brasil, ainda é proibido por lei abortar, exceto em alguns casos.
O aborto, no Brasil, só é legal, caso a gravidez traga risco para a mãe ou se for consequência de um estupro. É muito importante ter em mente que a proibição interfere diretamente na liberdade de escolha das pessoas. Por ser proibido, a cada 2 dias, uma mulher faz um aborto clandestino, afirma a Organização Mundial da Saúde. E são mais de 1 milhão de mulheres fazendo o mesmo dentro de um ano.
De acordo com os pesquisadores, as mulheres as quais mais sofrem na nação após um aborto, são as de classe baixa, residentes de periferias, negras, com baixo nível de escolaridade, indígenas, e sem companheiro. Por falta de ensino, esses abortos são cometidos de forma errada e em lugares desapropriados para a ação, e segundo a OMS, será inseguro, esse tipo de aborto. Entre os anos de 2010 e 2014, o número de abortos não só no Brasil, como também no mundo aumentou e foram feitos de maneira insegura.
Portanto, tem que ser revisto a questão da legalização para melhoria tanto da saúde da mulher como a liberdade de escolha dela. O Estado, por meio do Poder Legislativo deveria criar leis para garantir a escolha da mulher. Por meio da mídia, pode-se começar campanhas para trazer informações corretas sobre o aborto. E o SUS deveria disponibilizar o acompanhamento psicológico antes da escolha ser feita. Dessa forma, os problemas que são relacionados ao aborto, serão solucionados da melhor maneira possível.