A questão do aborto no Brasil

Enviada em 09/10/2020

É um direito, não um crime

Tempos atrás, os homens primitivos vinham o sexo como um modo de perpetuação da espécie, já nos tempos modernos é visto como uma forma de prazer, causando muitos casos de gravidez, levando muitas mulheres a abortar, o que atualmente no Brasil é uma ação ilegal e assim podendo acarretar em vários problemas sociais. É notável que nem sempre as mulheres tem condições financeiras de trazer uma criança para o mundo, fazendo com que levem seus filhos para adoção. Um filme que retrata muito bem isso é “24 Weeks”, dirigido por Anne  Zohra Berrached.

A prática do aborto continua sendo muito presente entre a população brasileira. Conforme os dados do Sistema do Ministério da Saúde, a soma de mortes maternas, mais os óbitos de gravidez ectópica e aborto clandestino, são de 56 óbitos em 2016, 68 óbitos em 2017 e 66 óbitos em 2018. Sendo feito em locais sem estrutura, podendo ter complicações de saúde. Outros lugares cobram valores extremamente altos pela cirurgia, fazendo com que mulheres sem condições abortem por contra própria, podendo agravar mais ainda o caso.

É possível analisar que o ato de abortar já ocorre ilegalmente a bastante tempo. Portanto esse debate não é limitado entre certo ou errado, mas em priorizar a saúde das milhares de mulheres que sofrem com esses procedimentos sem higiene e estrutura, correndo risco de vida. Em relação aos direitos humanos, foi comprovado cientificamente que só haverá vida logo após a formação do cérebro. Portanto, abortar o feto antes não irá desrespeitar os organismos formados.

Contudo, deve-se instaurar leis que possibilitem o aborto na sociedade brasileira. O governo, juntamente com o ministério da saúde tem de liberar recursos para o SUS, com o objetivo de que seja realizado o procedimento com todas as medidas de segurança. Além de um atendimento psicológico antes de tomar a decisão. Raul seixas tem uma frase que resume muito bem esse contexto: “Ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo. Eu me pertenço e de mim faço o que bem entender.”