A questão do aborto no Brasil
Enviada em 12/10/2020
O aborto é uma prática que sempre esteve presente na história da humanidade, uma vez que desde os tempos mais remotos as mulheres buscavam e encontravam meios para abdicar de um filho indesejado. No Brasil, abortar é considerado um ato criminal, porém existem casos que tal ação é permitida. Nesse contexto, legalizar o aborto seria apenas uma medida que serviria para que outras questões mais importantes fossem deixadas “de lado”, como a saúde pública e a educação, e, assim, evitar maiores gastos posteriormente, encaixando-se no conceito de sociedade líquida, que atende a uma lógica capitalista e imediatista, que só preocupa-se com o agora, como dizia Zygmunt Bauman.
No Brasil, segundo a Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei e possuem o direito a vida, sem que ninguém possa o tirar. A partir da quinta semana de gestação o embrião já possui batimentos cardíacos, segundo a Doutora Rafaella Eliria Abbott Ericksson, ou seja, já possui vida, assim, possuindo, também o direito a ela. A gestante é responsável por dois corpos, o dela e o do bebê, porém ela não pode tomar decisões que vá beneficiar somente ela, pois a mãe estaria tratando seu filho como um simples objeto, o qual ela faz o que quiser, e estaria negligenciando seus direitos.
Segundo a Pesquisa Nacional do Aborto, o número de jovens entre dezoito e vinte e quatro anos, que abortaram, é o mais baixo de acordo com a faixa etária, cerca de 16%. Isso nos mostra que a educação é um importante fator que impulsiona o desenvolvimento de uma nação, já que os investimentos em educação vêm aumento gradativamente. Dessa forma, torna a população mais conhecedora do assunto e, consequentemente, mais prevenida a respeito da gravidez indesejada.
Portanto, para que essa problemática seja solucionada os Ministérios da Saúde, da Educação e Cultura e da Propaganda devem desenvolver projetos que divulguem conteúdos sobre gravidez e reprodução, com o auxílio de professores das disciplinas de biologia, química e física, para que tais conteúdos possuam embasamento teórico. Devem desenvolver, também, a saúde pública brasileira investindo mais no Sistema Único de Saúde, o qual é muitas vezes o único meio para cuidar da saúde que a população possui. Esses projetos devem ser divulgados por meio das redes de comunicação tanto as televisivas, quanto as redes sociais, objetivando um maior alcance possível de pessoas. Dessa forma, tonará conhecido o assunto e, consequentemente, diminuirá o número de gravidez indesejada, que por sua vez reduzirá o número de abortos clandestinos ou não, aumentando a expectativa de vida, o índice de saúde e o de educação no Brasil.