A questão do aborto no Brasil

Enviada em 12/10/2020

A palavra aborto vem do latim abortus e tem como significado a interrupção do desenvolvimento do feto durante a gravidez, desde que a gestação ainda não tenha chegado às vinte semanas. No Brasil, o  aborto é um tema bastante discutido, principalmente pelo fato de não ser legalizado e pelos malefícios que a não legalização traz a sociedade. A falta de condições adequadas e profissionais especializados têm forte impacto no cotidiano das mulheres brasileiras, tendo em vista que, nesses casos, há grandes riscos à saúde.

A proibição do aborto com exceção de 3 casos: estupro, risco à saúde da mãe e feto anencéfalo, previsto no artigo 124 do Codigo Penal brasileiro provoca o aumento de abortos clandestinos. Os abortos feitos clandestinamente podem trazer inúmeros danos a mulher, como  perfuração do útero e esterilidade. No Brasil, são 250 mil internações no SUS (Sistema Único de Saúde) e R$ 142 milhões gastos por causa de complicações pós-aborto

Pesquisas apontam que o aborto clandestino é a quarta maior causa de morte das mulheres brasileiras. A falta de higiene, equipamentos e profissionais especializados levam a uma média de morte de aproximadamente 47 mil mulheres por ano devido complicações durante a retirada do feto. “Se todo o aborto é um mal, a clandestinização do aborto é uma catástrofe.” disse Álvaro Cunha, referindo-se a situação atual do país.

Sabendo das complicações causadas pela proibição do aborto, medidas devem ser tomadas para preservar a saúde das mulheres. As escolas, junto do governo, devem intensificar a educação e estímulo do uso dos métodos contraceptivos, além disso, o poder legislativo deve alterar a lei e permitir a prática do aborto e, por final, o governo federal deveria incentivar na construção de clínicas especializadas por parte do governo dos estados. Logo, com a concretização das medidas citadas, os riscos a vida das mulheres e o número de óbitos diminuiriam.