A questão do aborto no Brasil
Enviada em 19/10/2020
A novela da Rede Globo “Fina Estampa” exibe em um de seus capítulos o caso da jovem Patrícia que engravidou de Antenor, no entanto, nem ele e nem a mãe dela apoiavam essa gravidez e deram o aborto como “solução”, mesmo ela querendo ter o filho. Fora da ficção, essa é uma realidade cada vez mais frequente no ambiente familiar brasileiro, uma vez que a questão abortiva no Brasil ainda é vista de forma obsoleta, seja pela falta de apoio familiar, seja inação do poder público na legalização do aborto. Logo, medidas sociais e estatais são necessárias para reverter esse impasse.
Em primeira análise, pode-se apontar a ausência de apoio da família como um empecilho à consolidação de uma solução. Nesse sentido, pode-se apontar como principal contribuinte a falta de informações sobre o assunto, assim como afirma o filósofo Schopenhauer em que defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Desse modo, se a família não possui acesso à informações concretas a respeito do aborto, sua visão será limitada, o que age como impasse para o fim dessa problemática.
Outrossim, o tabu acerca do aborto ainda age como grande impasse para a sua legalização. Com isso, o Brasil só permite aborto quando há risco de morte para a gestante ou quando a gravidez resulta de estupro. No entanto, está no Congresso a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 181, que poderá proibir todas as formas de aborto no Brasil, inclusive em casos de estupro ou risco de morte da gestante. O que ratifica isso são os números do Ministério da Saúde em que uma mulher morre a cada dois dias por conta de aborto inseguro. Dessa maneira, com a inércia do Poder Legislativo sobre a questão da segurança abortiva, o número de procedimentos abortivos em clínicas clandestinas continuarão aumentando e os seus riscos também.
Depreende-se, portanto, que a questão do aborto no Brasil ainda é incerta e urge ser atenuada. Para tanto, cabe a mídia, como maior formador de opinião pública, mudar esse cenário, por meio de propagandas televisivas que exponham os riscos do aborto em clínicas ilegais e sem o apoio familiar, com o fito de promover reflexão nos indivíduos que são público alvo dessa temática. Ademais, é papel do Poder Legislativo, melhorar a saúde pública para que as mulheres não tenham que recorrer às clínicas abortivas, por meio da alteração de leis sobre o aborto como a PEC, para que assim, o número de abortos feitos em clínicas ilegais, e consequentemente a morte de mulheres, diminua. Desse modo, haverá uma nação mais saudável e acolhedora, diferente do caso ocorrido na novela “Fina Estampa”.
Depreende-se, portanto, que a questão do aborto no Brasil ainda é incerta. Para tanto, cabe a mídia, como maior formador de opinião pública, mudar esse cenário, por meio de propagandas televisivas que exponham os riscos do aborto em clínicas ilegais e sem o apoio familiar, com o fito de promover reflexão nos indivíduos que são público alvo disso. Ademais, é papel do Poder Legislativo a alteração de leis sobre o aborto como a PEC, para que assim, o número de abortos feitos em clínicas ilegais, e consequentemente a morte de mulheres, diminua. Desse modo, haverá uma nação mais saudável e acolhedora, diferente do caso ocorrido na novela “Fina Estampa”.