A questão do aborto no Brasil

Enviada em 05/11/2020

Na contemporaneidade, 41% dos brasileiros são contra qualquer tipo de aborto, diz Datafolha. Logo, infelizmente, podemos observar que, o preconceito gera cada vez mais abortos clandestinos, de forma que, a falta de condições financeiras e o baixo nível do ensino são fatores decisivos na hora de descriminalizar e realizar o aborto.

Primeiramente, segundo a revista Exame mais de 500 mil mulheres abortam clandestinamente por ano no Brasil. Uma vez que, mulheres morrem na operação devido à má infraestrutura dos locais e à má formação dos médicos. Entretanto, a baixa condição financeira leva essas mulheres a recorrer ao método mais barato e acessível, embora, seja mais perigoso. Cada vez que, 56% não possui o ensino médio completo, mostra estatísticas do IBGE.

Outro aspecto a ser abordado, é que pessoas, com baixa renda tem maiores dificuldades para frequentar uma escola ou cursar o ensino superior, por exemplo, apenas 9% das mulheres que decidem abortar fez faculdade, diz IBGE. Não há dúvidas que, o baixo nível de escolaridade causa o desemprego que leva para uma baixa condição financeira, dessa forma, as mulheres que optam por abortar procuram ao método mais barato. Assim, cabe há sociedade observar que, descriminalizar e julgar aquelas que tomam tal decisão só acaba causando mais morte.

Diante do exposto, é notório que, essa descriminalização está vinculada ao grande número de abortos por ano. Logo, cabe ao ministério da saúde propor uma lei em que de o direito da mulher abortar, pois, haveria segurança e médicos capacitados. Contudo, deveria ter regras, por exemplo, só abortar até o 3 mês de gestação, auxílios de moradia, escolaridade, saúde e alimentação para as mães gestantes em situações precárias e de abandono. Dessa forma, o número de abortos clandestinos e mortes diminuira, dando a sociedade mais liberdade de escolha e igualdade.