A questão do aborto no Brasil

Enviada em 09/11/2020

Promulgada pela Organização das Nações unidas em 1948, a Declaração universal dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito á saúde e bem- estar social. Conquanto a questão do aborto no Brasil impossibilita que determinada parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, não só a existência de uma sociedade machista, mas também da ilegalidade do aborto torna obsoleto o desenvolvimento do Pindorama.

Em primeiro lugar, é evidente que o poder público, falha nas aplicações da Constituição de 1988, o que contribui para a permanência do aborto ilegal na República Federativa do Brasil. De acordo com a terceira Lei de Newton, para toda ação há uma reação posta e de mesmo valor. Analogamente, a ilegalidade do aborto propicia para que mulheres coloquem em risco suas vidas, por não poderem arcar financeiramente com essas crianças ou até mesmo por serem muito jovens. Devido ao aborto ser considerado um crime no país, cerca de 20% da comunidade feminina terá feito ao menos um aborto ao longo de suas vidas de acordo Instituto de Bioética e pela Universidade de Brasília. Tal questão, é inaceitável e atrapalha a isonomia da sociedade.

Ademais, vale ressaltar que a situação é impulsionada pela falta de consciência social ocasionada pelo descaso do governo. Segundo Rousseau, o homem é determinado pelo meio em que vive. Diante disso, se as autoridades não inserem no ambiente dos indivíduos percepções sobre os riscos que o aborto ilegal pode gerar tanto fisicamente quanto psicologicamente á saúde da mulher, a comunidade não produz ações concretas acerca dos fatos.

Portanto, diante do exposto medidas públicas devem ser tomadas. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve legalizar o aborto com profissionais capacitados e todo material necessário. Tal ação tem finalidade de amenizar a ocorrência de tal problemática. Cabe também á mídia promover debates em horários nobres e campanhas publicitarias afim de erradicar esta adversidade.