A questão do aborto no Brasil
Enviada em 12/11/2020
Milhares de abortos são realizados todos os anos no mundo. No Brasil, essa prática ainda não foi legalizada em geral, só é permitido a sua realização em alguns casos específicos como: para salvar a vida da mulher; quando a gestação é resultante de um estupro ou se o feto for anencefálico. Nesses casos, o governo Brasileiro fornece gratuitamente o procedimento de aborto pelo Sistema Único de Saúde.
Aborto ou interrupção da gravidez é o encerramento de uma gestação resultante da remoção de um feto ou embrião antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero. Um aborto que ocorra de forma espontânea denomina-se aborto espontâneo ou “interrupção involuntária da gravidez”, já um aborto deliberado denomina-se “aborto induzido” ou “interrupção voluntária da gravidez”.
Um estudo realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontou que as maiores vítimas do aborto no Brasil são negras, menores de 14 anos e moradoras da periferia, que na maioria das vezes são abusadas sexualmente e acabam engravidando, por esse motivo são as que mais morrem após interrupções da gravidez realizadas de forma insegura e negligente. Se tornando um problema tanto social quanto de saúde pública.
Muitos religiosos abominam o aborto, pelo fato de se estar interrompendo o desenvolvimento de uma vida humana. Eles tem a concepção de que o feto não é culpado do acontecimento e que seria injusto tirar sua vida, mesmo sendo comprovado cientificamente que o embrião só há consciência quando alguns órgãos essenciais estão minimamente formados, que é a partir da 25ª semana de gestação.
Dessa forma, o governo não deve medir esforços para tentar amenizar os problemas causados pelos abortos clandestinos no Brasil. A legalização do aborto até um determinado período da gravidez atrelada a campanhas de conscientização a partir da divulgação na mídia, seria responsável por reduzir grande parte das mortes e do abandono de crianças.