A questão do aborto no Brasil

Enviada em 26/02/2021

Desde a antiguidade o abordo é realizado pelas mulheres por meio de ervas abortivas. Hoje em dia esse procedimento não é legalizado no país, o que leva aos abortos clandestinos ou a filhos indesejados afetando a qualidade de vida da criança, como também elevando o índice de pobreza no Brasil.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que mesmo o aborto sendo legal em caso de estupro, em muitos casos isso não ocorre ou tem um processo lento, como ocorrido em 2020 no Espírito Santo, quando uma menina de 10 anos foi estuprada pelo tio e o poder judiciário demorou para autorizar o aborto, afetando a integridade psicológica da criança.

Além disso, observa-se o grande número de abortos clandestinos, já que o procedimento não é legalizado, levando em vários casos a complicações sérias. O Ministério da Saúde estima que entre 729 mil e 1,25 milhões de mulheres se submetem ao procedimento por ano no Brasil, destas pelo menos 250 morrem.

Logo, conclui-se que este cenário não deve perdurar. Compete a União legalizar o aborto, discriminalizando o procedimento e tornando legal toda e qualquer mulher escolher continuar ou não com a gravidez. Assim, não ocorreriam mais mortes devido ao aborto clandestino, menos crianças estariam em condições de rua e no trabalho infantil e diminuiria o nível de pobreza do Brasil, uma vez que menos famílias precisariam sustentar filhos sem terem as condições necessárias, aumentando a qualidade de vida.