A questão do aborto no Brasil
Enviada em 20/05/2021
Descriminalizar o aborto é uma questão de direito feminino e saúde pública. Contudo, ainda existe um grande tabu em relação a esta prática, principalmente entre os aliados ao cristianismo pois “o feto é uma vida”. Porém, o aborto só pode ser realizado até as 12 primeiras semanas de gestação, quando não há vida, apenas um bolo de células. Destarte, a interrupção da gravidez apenas evitará que uma vida indesejada venha ao mundo. Por isso, é fundamental a legalização do aborto em todos os casos.
Na série de televisão “Friends”, dois dos protagonistas, Rachel e Ross, têm um bebê por conta de apenas uma única noite juntos, mesmo utilizando preservativo. Dessa forma, reafirmando que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Na série, ambos tinham condições financeiras, amavam e participavam da vida da filha. Entretanto, infelizmente, essa não é a realidade da maioria. Muitos pais recorrem aos orfanatos, que estão cada vez mais cheios, em condições degradantes. Ou então, a criança cresce sem o pai, que não assume a responsabilidade, e a mãe não dá o amor e a atenção fundamental para o bom desenvolvimento infantil.
Ademais, muitas mulheres recorrem a abortos clandestinos. Um estudo da Universidade de Brasília aponta que um quinto das mulheres interrompe a gestação em algum momento. Todavia, as condições insalubres matam milhares dessas mulheres por infecção. Ainda, quando sobreviventes, podem ser descobertas e presas por simplesmente não quererem a enorme responsabilidade de ser mãe.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver este dilema. Além de educação sexual nas escolas para não incentivar a prática de aborto, cabe ao Ministério da Saúde legalizar essa ação em todos os casos por meio de uma mudança no projeto de lei que deverá ser entregue e aprovada pelos poderes legislativos e executivo. Adiante à mudança da lei, é fundamental que uma verba seja disponibilizada para o SUS. Dessa maneira, garantindo uma qualidade de vida melhor a todos. E, assim, se aproximando de uma sociedade mais igualitária.