A questão do aborto no Brasil

Enviada em 01/06/2021

O aborto não é uma questão polêmica e sim uma questão não concensual, a mídia brasileira que deixa o assunto em questão polêmico. Não é um assunto que diz respeito a nenhuma religião e sim um problema de saúde pública. O aborto, sendo legalizado ou não, tem cerca de 503 mil mulheres vão fazê-lo todos os anos no Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional de Aborto (PNA).

A luta para que seja descriminalizado e legalizado é para que todas as mulheres, não importa sua classe social ou cor consigam fazer um aborto seguro, sem correr risco de vida. A atual legislação brasileira, que trata do aborto, é de 1940 e já não atende mais as necessidades da população atual e contemporânea.

Além disso, o número de abortos realizados no país é enorme, segundo a OMS, 22 milhões de abortos acontecem todos os anos em locais insalubres e sem a estrutura adequada. As gestantes que optam por interromper a gravidez não tem o mesmo perfil, não são estúpidas porque não evitaram a gravidez, elas simplesmente querem ter o livre arbítrio de escolher o que fazer com seu corpo. Segundo o Ministério da Saúde, elas são predominantemente mulheres entre 20 e 29 anos, em união estável, com até oito anos de estudo, católicas, com pelo menos um filho e usuárias de métodos contraceptivos. A partir daí, é possível notar que religião não tem absolutamente nada haver com a questão do aborto.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse imapsse. Criar políticas públicas em todos os lugares, desde cidades grandes (como capitais) até as menores cidades do Brasil e fazer com que essa política chegue em todas as mulheres. Informação é o básico para evitar a gravidez indesejada e não ter que partir para um aborto. Descriminalizar o aborto para que as mulheres que, ainda sim com toda a informação necessária, não morram ou tenham medo de ir presas, vão para um hospital caso algo dê errado. O debate sobre o assunto é o que pode fazer com que seja descriminalizado e, quem sabe no futuro, legalizado para todas.