A questão do aborto no Brasil

Enviada em 11/08/2021

No Brasil, o aborto sempre foi um assunto muito polêmico, pois envolve muitas facetas da sociedade, tais como religião, política e saúde. Entre os debates e conversações dessa temática, a sua legalização é o tópico mais discutido, e no Brasil ele é considerado crime contra a vida, e em sua maioria acontece ilegalmente. Contudo, muitos pontos devem ser discutidos em relação a esse assunto. Pode-se observar que a falta de envolvimento Governamental e a diminuição da mulher fazem com que o aborto continue sendo um problema, mas ele não deveria ser.

Em primeira análise, pode-se afirmar que a insuficiência governamental acerca do aborto seja um problema, tendo em vista que como o aborto não é tratado como um problema de política pública, ele continua sendo mencionado de lado e considerado um crime. Dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, IBGE, afirmam que em um grupo de 500 mil mulheres que fizeram aborto no Brasil, mais de 4 mil mulheres morreram na mesa de cirurgia. Isso se deve ao local em que é feito o procedimento, já que no país é ilegal, como mulheres recorrem nas clínicas clandestinas - caracterizadas por locais insalubres - para fazê-lo e por isso acabam falecendo.

Além disso, muitas pressoas criticam as mulheres que fazem, utilizando argumentos de cunho religioso ou difamando a mulher só por ela ter feito o procedimento. Esses atos são completamente negligentes, visto que a mulher não deveria ser acusada de crime já que o corpo é dela. De acordo com o filósofo John Locke, “Uma sociedade sem leis, não é uma sociedade para se viver”, então o aborto deveria ser legalizado mas considerando regras mediadas pelo poder Legislativo, fazendo com que a mulher fique mais segura e que ela saiba que não está sozinha.

Depreende-se, portanto, que a legalização do aborto no Brasil é um problema que é neccesário ser discutido e solucionado. Para que esse problema seja solucionado, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, por meio de reuniões e execução, façam com que o aborto seja considerado um problema de saúde pública para que ele seja legalizado e colocado no Sistema Único de Saúde - SUS - com a diminuição dos casos de aborto clandestino e conforme as mulheres tenham uma chance de poder escolher o que querem fazer com o seu próprio corpo.