A questão do aborto no Brasil

Enviada em 22/11/2021

O sociólogo alemão Augusto Comte em sua célebre frase relata: “o amor por base, a ordem por princípio e o progresso por fim”. Nesse contexto, a questão do aborto no Brasil ocorre de forma contrária ao explicitado pelo pai da sociologia, uma vez que, parcela significativa da população recorre a métodos ilegais abortivos, essa medida expressa uma discriminação da diversidade da vida e riscos à saúde pública feminina.

Em primeira análise, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Sob essa ótica, a atitude abortiva configura-se como uma violação à essa lei essencial, visto que a vontade do indivíduo já nascido sobrepõe-se a liberdade do feto de nascer. Por isso, autorizar o aborto após a concepção retrata a legalização do assassinato brasileiro, dramatizando ainda mais a criminalidade nacional.

Em segunda análise, conforme relatório da médica especialista em ginecologia Sheila Sediciais, o aborto pode acarretar em complicações físicas como perfuração no útero, tétano, esterilidade, inflamações nas trompas e no útero, ou até psicológicos, como é o caso da síndrome pós aborto, que interfere diretamente na qualidade de vida. Dessa maneira, o aborto acarreta em um risco a saúde feminina brasileira, devendo ser evitado.

Destarte, para resolução da temática do aborto, da dignidade da vida e preservação do bem-estar feminino urge tomar medidas que tornem a necessidade abortiva inexistente. É necessária a disponibilização de anticonceptivos “camisinha” pelo Ministério da Súde em ambientes festivos como bares, baladas, postos de saúde etc. Por meio do Sistema Único de Saúde, especializado em democratizar a saúde às diversas classes sociais, par que o acesso contraceptivo seja mais abrangente e não necessite da utilização de métodos ilegais abortivos. Além disso, o Ministério da Educação deve aplicar palestras escolares sobre conscientização e educação sexual, por artifício dos profissionais da saúde, para que, assim, haja a profilaxia da problemática mencionada. Desse modo, a sociedade nacional torna-se mais harmônica e democrática.