A questão do aborto no Brasil
Enviada em 26/10/2021
Dignidade e segurança à quem quiser abortar
Na série “Sex Education”, a protagonista Maeve, após descobrir que está grávida decide realizar o aborto por não possuir condições estruturais e financeiras para cuidar da criança. De forma análoga, no mundo real é possível encontrar inúmeras pessoas que passam pela mesma situação da personagem. Entretanto, quando trata-se da questão do aborto no Brasil, esta prática não é legalizada, o que impede as mulheres de exercerem suas escolhas. A legalização do aborto é necessária para que estas possam ter o direito de escolher fazer um aborto, e caso o façam que seja em segurança.
Em primeiro plano, parte- se do fato de que a legalização do aborto trata-se de garantir segurança à mulher. Segundo o G1, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 80,9 mil procedimentos após abortos malsucedidos no 1° semestre de 2020. Logo, o próprio sistema hospitalar arca com os procedimentos pós-abortos clandestinos. Ademais, é um risco para as pessoas. Legalizar esse ato é uma questão de saúde pública, para que mulheres e pessoas gestantes possam fazê-lo com dignidade e segurança. Em segunda análise, entende-se que o aborto não é um método contraceptivo, e sim uma opção quando a prevenção falha. Portanto, faz-se necessária a educação sexual nas escolas, para que na pré-escola as crianças sejam ensinadas a identificarem situações de abuso; e ao final do fundamental possam finalmente, aprender sobre os métodos contraceptivos e a como se prevenirem de doenças sexualmente transmissíveis.
Em síntese, a legalização do aborto é algo vantajoso economicamente para o Estado e garante dignidade e segurança a quem quiser abortar. Logo, faz-se necessária a criação de uma lei por parte do Departamento Legislativo em que o aborto seja legal em qualquer circunstância e não somente em casos de: gravidez decorrente de um estupro; risco à vida da gestante; e anencefalia do feto.