A questão do aborto no Brasil

Enviada em 23/11/2021

No Brasil “uma em cada cinco mulheres fará um aborto até os quarenta anos”, indica pesquisa do site Agência Brasil. Diante disso, é válido destacar o aumento do número de realizações anteriores ao país, isso se deve pela gravidez indesejada, situação econômica ou até mesmo por conta de estupro. Além disso, no Brasil, pelo art.128, somente é permitido o aborto em casos de uma gravidez através de violação da dignidade sexual, quando houver risco à vida ou à saúde da gestante ou quando comprova anomalias no feto. Entretanto, há muitas mulheres que pretendem abortar por ser uma gravidez insejada ou sem panejamento e, por conta disso, recorrem ao aborto ilegal e clandestino, assim, pode haver consequências ruínas à mulher. Nessa linha mesma de raciocínio,é interessante dizer sobre os riscos do aborto clandestino à mulher e sobre a falta de informação sobre o aborto e os meios de solução.

Em primeiro lugar, de acordo com o site Exame, “cerca de 500 mil mulheres abortam clandestinamente no Brasil por ano”. Sabendo disso, a vida de muitas mulheres no país corre risco, pois sem uma fiscalização, médicos especialistas ou a aprovação legal, o procedimento não ocorre da maneira correta. Além do mais, muitas clínicas ilegais não são higienizadas da forma certa e nem apresentam profissionais competentes para a ação. Ademais, conforme o Jornal G1, o SUS realizou mais de 80 mil procedimentos após abortos malsucedidos, assim, exemplifica-se o grande risco que as mulheres passam ao decidirem tal escolha.

Outrossim, há uma falta de informação sobre os processos do aborto, tanto clandestino, como também de forma legal, isso porque afeta fisicamente e psicologicamente a vida da mãe e também do bebê, diz o site Tua Saúde, causando riscos de esterilidade da mulher, angústia, ansiedade e depressão. Além de tudo, o Estatuto da Criança e do Adolescente, também protege o embrião desde a concepção, pois já é considerado uma vida, tendo em vista que a Constituição Federal de 1988 declara que todos os cidadãos têm direito à vida. Como também, há meios de soluções dessa problemática, sabe-se que a legislação brasileira prevê uma chamada entrega legal para adoção.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, é dever do Governo, por meio do Ministério da saúde a criação de ensinos educativos sobre a realidade do aborto com psicólogos e profissionais, através de aulas teoricas nos centros das cidades e em bairros onde a informação não é recebida, com intuito de toda a comunidade compreender os riscos que pode causar para a vida da mãe. Bem como, cabe também ao Governo ampliar a comunicação com as mulheres que pretendem entregar seus filhos para a adoção, afim de mitigar a problemática.