A questão do aborto no Brasil

Enviada em 23/11/2021

Um grande transtorno que países sofrem, principalmente o Brasil, é a questão da gravidez na adolescência. A gravidez precoce é um problema de saúde pública, uma vez que causa riscos à saúde da menina e do bebê. Muitas garotas e adolescentes precisam abandonar a escola devido a gravidez, o que tem um impacto nas oportunidades de completar sua educação. Diante de tal exposto, fica a situação do aborto, pois ele seria a solução para todos esses problemas, visto que a menina ficaria “livre” das responsabilidades geradas ao se ter um filho e sua vida poderia seguir sem impedimentos. Desse modo, faz-se necessário analisar as conjunções que levam a sociedade ter esse assunto como fonte de polêmica.

Em uma primeira análise, é necessário citar a falta de ações governamentais para impedir o aumento do número de gravidezes precoces, o que diminuiria os casos de aborto. Segundo pesquisa feita pela revista Oeste, a maior parte dos casos de aborto foi resultado de adolescentes que não tinham instrução prévia de questões sexuais e que, posteriormente, não tinham condições de arcar com as questões da paternidade tão cedo. Assim, é possível perceber que o aborto é uma saída para um problema tão recorrente na sociedade brasileira, esta que não tem conjunturas básicas na educação que os ajudem a prevenir situações que os prejudiquem.

Ademais, é importante ressaltar a religião como fator relevante na negação da maioria da sociedade em aceitar o aborto. De acordo com a revista O Globo, muitas mulheres não realizam o aborto porque tem aquilo como considerado errado em sua religião e acabam tendo que aceitar o papel de mãe mais cedo. Além disso, as mulheres que acabam realizando o aborto também sofrem, porque pessoas, de maioria cristã, denigrem e discriminam essas mulheres, chamando-as de assassinas e sem coração.

Depreende-se portanto, que ações sejam tomadas para reverter esses discursos de ódio e desavenças de ambos os lados dessa polêmica. O Governo deve, por meio de campanhas e parcerias institucionais, promover auxílios à meninas, ajudando-as a lidar com questões de saúde e cuidados sexuais. Também, as escolas devem fornecer, através de aulas de conscientização e palestras expositivas, esclarecer aos jovens e adolescentes os detalhes dessa questão tão delicada, advertindo-os dos malefícios de atitudes irresponsáveis. Dessa forma, gravidezes indesejadas serão evitadas e o aborto nem será mais cogitado, acalmando ambos os lados e suas devidas opiniões.