A questão do aborto no Brasil

Enviada em 22/04/2022

A Constituição Federal de 1988 assegura a saúde como um direito e um dever que o Estado tem o encargo de proporcionar a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, em contrapartida a isso, a questão do aborto é ainda posta em evidência como um impasse que atinge o Brasil. Diante disso, nota-se que a ineficiência das esferas políticas públicas e a desigualdade social são questões que levantam especulações com a intenção de garantir melhorias no cotidiano.

De início, tem-se a ineficiência do poder administrativo como o ponto principal da problemática, visto que isso é uma questão de saúde pública. A partir disso, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 22 milhões de abortos acontecem por ano no país, sendo em locais insalubres e sem a adequada estrutura. Com esses dados, é compreensível que tal processo advém de inúmeras situações e que mostra a necessidade de mudanças a fim de contribuir para a diminuição das complicações decorrentes das condições que esse tipo de método gera na mulher.

Ademais, faz-se fundamental o apontamento da discrepância social existente no país e como isso afeta no tema em questão. Nesse cenário, de acordo com dados do Ministério da Saúde, uma em cada 12 mulheres são internadas por hora nos hospitais em consequência de abortos em clínicas clandestinas. Posto isso, é notório que esse processo é decorrente da diferença monetária que existe, já que mulheres com condições inferiores precisam optar por clínicas não especializadas. Dessa forma, é possível analisar que esse serviço demanda por mudanças.

Depreende-se, portanto, que a questão do aborto no Brasil é um assunto que está encarecido de melhorias e mudanças. Visando isso, o governo deve investir em políticas públicas por meio de aumento de incentivos fiscais com a finalidade de garantir que as mulheres possam realizar o procedimento de uma forma mais segura e num ambiente adequado, gerando menos complicações derivadas. Além disso, o governo deve ainda investir em auxílios através de campanhas publicitárias para demonstrar os malefícios da ação clandestina, fazendo com que os números diminuam. Dessa maneira, tal questão deixará, aos poucos, de ser um empecilho no país.