A questão do aborto no Brasil

Enviada em 01/11/2023

Segundo pesquisa da OMS, por ano, 22 milhões de abortos acontecem em lugares inadequados e morbíficos, sendo no Brasil 504 mil mulheres que inter-rompem a gravidez. Mesmo que o tema ainda seja um tabu, cada dia se torna mais necessária a discussão sobre o assunto e a busca por medidas que miti-guem as consequências desse ato. O aborto no Brasil está ligado a várias verten-tes, tendo como principais causas a falha educação sexual e a escassa segurança.

Nessa perspectiva, é evidente que a falta de uma educação sexual eficiente con-tribua para os casos de aborto. A luz disso, de acordo com dados do G1, devido à má informação sobre o assunto, muitas meninas e mulheres se relacionam sem nenhum tipo de proteção ou medicamento, resultando em uma gravidez indese-jada, que 74% são interrompidas. Assim, é notório como a falta de conhecimento sobre o assunto interage diretamente com os abortos, trazendo a necessidade de melhor abordar essa temática, - pois, como dito por Locke, a educação deve começar quanto antes, evoluindo assim aspectos físicos, morais e intelectuais.

Por conseguinte, a falta de segurança no país resulta no maior motivo de abortos mundiais: o estupro. Sabe-se que, os investimentos oferecidos a essa área não é o suficiente para maior monitoramento de possíveis casos, - uma vez que as mulheres constroem uma insegurança ao sair de casa com temor de ser uma vítima dessa violência. Diante desse cenário, paralelo ao supracitado, nos 37 pontos de serviços de saúde nacional para o aborto, das gestantes atendidas 94% são vítimas do estupro. Logo, é inadmissível que esse panorama continue a pen-durar, - afinal, a segurança é um direito básico segundo a Constituição Federal.

Em suma, é mister a atuação estatal na solução dessa problemática. Dessarte, a fim de garantir segurança e bem-estar, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Segurança e o da Saúde, implantar nas instituições de ensino a matéria sobre a educação sexual, em prol de melhor instruir a população sobre cuidados nas relações, aumentar o investimento na proteção, implantando mais câmeras e aumentar o fluxo de policiais pelas cidades, seguinte a produção de bases de saúde qualificadas para o aborto legal. Tudo isso com objetivo de mitigar o aborto e tornar mais segura a prática quando necessária.