A questão do aborto no Brasil
Enviada em 22/07/2024
Na obra ‘‘O Espírito das Leis’’, Montesquieu enfatizou que é necessário analisar as relações sociais existentes em um povo, para que assim, seja possível aplicar as normas legais e abonar o progresso coletivo. Entretanto, a atualidade nacional vem enfrentando entravez quando voltado a questão do aborto, algo que vem dificultando a ascensão do Estado. Nesse contexto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 47 mil mulheres morram todos os anos por complicações
decorrentes do procedimento abortivo. Esse cenário antagônico é fruto da falta de debates e do descaso governamental.
Em primeira instância, vale ressaltar o silenciamento social, o qual faz com que o aborto fique a cada dia mais imperceptível diante a sociedade. Isso é exemplicado por Djamila Ribeiro, quando afirma que ‘‘Para pensar soluções para uma realidade deve-se tira-lá da invisibilidade’’. Sob essa ótica, ao não abordar questões relacionadas ao feticídio, os indivíduos criam um looping, o qual pode trazer aumento de abortos ilegais, pois as pessoas não terão noção do qual mal esse ato pode ser, chegando a ser fatal a vida feminina. Assim é notório a urgencia em abordar relatos e consciêntizações para as mulheres, dado que o bem-estar social deve ficar acima de qualquer coisa.
Ademais, cabe salientar o desleixo governamental que vem alimentando esse ciclo de decadência. Tal fato é evidenciado com o jornalista Gilberto Dimenstein, em sua obra ‘‘O Cidadão de Papel’’ que critica as leis do Brasil, o qual possui uma boa legislação, porém carece de efetividade na prática. Em vista disso, é perceptível a falta de orientação popular, dado que é dever Estatal moldar sua sociedade e protege-lá de atitudes que não são benéficas, a falta de uma diretriz evidência essa negligência.
Infere-se, portanto, a necessidade em exteriorizar a questão do aborto no Brasil. Para isso, o Governo Federal em parceria com o Mininstério da Saúde -orgão responsável em promover qualidade de vida e bem-estar aos brasileiros- deve criar políticas conscientizadoras como palestras. Isso ocorrerá por meio de reuniões organizadas em escolas e postos de saúde, a fim de esclarecer e informar o estigma a respeito do aborto.