A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 05/11/2025
No período da Revolução Industrial, muitos camponeses perderam seus empregos por não terem conhecimento tecnológico das máquinas que necessitariam utilizar. Paralelo a isso, o analfabetismo funcional é um tema que permanece intrínseco à realidade brasileira, visto que atinge majoritariamente grupos específicos. Dessa forma, a exclusão da terceira idade e de jovens portadores de doenças neurodivergentes configuram desafios desse panorama.
Sob essa ótica, a temática é presente na vida de idosos, uma vez que cresceram sem o uso de dispositivos atuais, diferentemente das gerações y, z e alfa em que os membros acompanharam o desenvolvimento da tecnologia desde cedo. Dessa maneira, a terceira idade, em sua maioria, é excluída do uso de tais ferramentas mesmo necessitando destas para o cotidiano, dado que muitos dos afazeres do dia a dia são resolvidos via celular, como agendamento de consultas. Assim, cria-se uma sociedade em que alguns são mais favorecidos do que outros, podendo acarretar em preconceito etário que é o mais crescente no país, segundo G1.
Além disso, a negligência escolar é um fator agravante na problemática, dado que as escolas não ensinam conteúdo digital, prejudicando principalmente alunos com doenças neurodivergentes. Desse modo, Paulo Freire explicava que as instituições escolares passam o conhecimento de forma ineficaz, sem considerar as realidades particulares de cada aluno. Consequentemente, estes estudantes não recebem os aparatos para atuar de forma independente no mundo globalizado caracterizado pela tecnologia, ferindo as liberdades individuais dos portadores, aleém de contribuir para o sentimento de não pertencimento no corpo social.
Portanto, são necessárias medidas estatais para a resolução do impasse. O Ministério da Ciência e Tecnologia deve, por meio de verba dos impostos, contratar profissionais, como engenheiros de software, para criar o dispositivo “C3+”, que será um celular voltado para idosos, com aplicativos descomplicados para uso rotineiro, a fim de incluir os membros da terceira idade na tecnologia atual. Por fim, o Ministério da Educação deve, por meio de políticas públicas, colocar na grade curricular das escolas o ensino digital e garantir que todos os alunos estejam avançando em conjunto. Destarte, a nação poderá ser justa para todos.