A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A Constituição federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico, garante, de acordo com o Artigo 6º o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, a sociedade se mostra distante do que impõe a norma constitucional, visto que mesmo com a tecnologia sendo fonte de diversas descobertas, ela ainda possuí entraves para poder ser acessível para todos os brasileiros levando em conta que nem todos tem acesso à educação tecnológica, os tornando analfabetos digitais.
Em primeira análise, é fundamental pontuar os benefícios que a tecnologia traz para as pessoas. Segundo Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Sob essa ótica, é possível analisar todos os benefícios que a tecnologia traz para o cotidiano, como por exemplo, a facilidade de comunicação com pessoas distantes, receber notícias do Brasil e do mundo de forma rápida, além de poder ter momentos de lazer com jogos, filmes e ouvindo músicas; contudo, nem toda parcela da população é beneficiada por essa tecnologia, tendo em vista o grande número de brasileiros que sofrem com o analfabetismo digital. Desse modo, é necessário a conservação e ampliação desse direito para toda parcela da sociedade.
Ademais, é imperativo ressaltar que mesmo sendo fundamental na vida dos brasileiros, é grande o número de pessoas que não usufruem desse benefício. De acordo com o relatório “The Inclusive Internet Index 2019”, de uma revista britânica, o Brasil se encontra na 66º posição se tratando da alfabetização digital. Nessa lógica, é perceptível que essa população não tem preparo devido a negligência do governo em, infelizmente, não proporcionar para os brasileiros educação tecnológica, levando-os a serem vítimas de Fake News e ataques de hackers por não saberem como se comportar dentro da internet. Nesse sentido, faz-se necessária a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Portanto, é mister a adoção de medidas que contribuam para o combate ao analfabetismo digital no Brasil. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Educação, órgão público responsável pelo sistema educacional brasileiro, por meio da inserção de informática na Base Nacional Comum Curricular, promover aulas de ensino tecnológico com professores capacitados desde a primeira infância e criar o projeto “Inclusão digital para os idosos”, que irá ensina-los desde o básico até como se comportar na internet e não confiar em todas as notícias informadas, a fim de que toda parcela da população tenha instrução tecnológica e consiga facilmente se comunicar por meio das redes sociais e acessar sites de notícias. Com essas ações, os brasileiros verão o direito garantido pela Constituição como uma realidade para todos.