A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 13/01/2021
É fato que a era digital ganha relevância por tornar o mundo contemporâneo mais dinâmico e por possibilitar um maior acesso à informação. Contudo, esse avanço tecnológico também trouxe um problema como a questão do analfabetismo digital no Brasil. Nesse contexto, compreendem-se dois fatores que dão ênfase à discussão: a ausência de políticas públicas por parte do Governo, bem como o elevado índice dos crimes cibernéticos.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a ausência de políticas públicas por parte do Governo contribui diretamente para o analfabetismo digital. Segundo relatório anual divulgada pela “The Inclusive Internet Index” que pertence à revista britânica The Economist, em 2019, entre os 100 paises avaliados, o Brasil aparece na 66º posição em nível de alfabetização digital. Desse modo, mesmo com toda facilidade dos recursos digitais que o País possui, fica evidente, que sem uma qualificação adequada a população brasileira não vai possuir conhecimento suficiente para usar corretamente os serviços tecnológicos que a internet oferece. O impacto negativo dessa realidade é que com esse despreparo na educação digital a sociedade tem sua capacidade intelectual mal desenvolvida, o que pode afetar o crescimento e profissional e sua formação pessoal como cidadão.
Em segundo plano, o elevado índice dos crimes cibernéticos no Brasil é um dos maiores impasses que a sociedade contemporânea enfrenta devido ao analfabetismo digital. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, mostrou que houve um aumento de 60% nos crimes ciberbernéticos, entre eles os mais aplicados são os golpes financeiros e as clonagem de dados. Dessa forma, é notório que a falta de uma educação digital pode tornar a sociedade brasilera mais vunerável aos ataques desses grupos criminosos que se aproveitam do desconhecimento da população para aplicar diversos crimes.
Considerando o que foi discutido, fica evidente, portanto, que o Governo Ferderal, como provedor dos direitos e garantias fundamentais, desenvolva projetos para implementar palestras educacionais, a fim de melhorar a educação digital e de diminuir os riscos dos crimes cibernéticos para com a sociedade, em parcerias com os Ministérios da Educação e da Cidadania, em consonância com escolas e comunidades debates sobre a questão do analfabetismo digital no Brasil. Assim, será possível garantir uma educação digital de qualidade, que, de fato, abarque toda população e minimize os impactos na sociedade. Só então, a máxima dos direitos e garantias inerentes aos cidadãos serão atingidas.