A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 16/01/2021

O livro de Thomas Morus, Utopia, retrata uma sociedade ideal, sem desigualdades e com um Estado participativo e eficiente. Diferente dessa narrativa levantada pela obra, se tem a realidade brasileira, a qual está cada vez mais segregando a população que não utiliza de meios virtuais na sua rotina. Com isso, é importante analisar a estrutura geográfica do país, buscando compreender as disparidades tecnológicas entre as regiões, além da busca por inserção dos mais velhos nessa nova era, garantindo uma sociedade mais equilibrada e integrada, visando combater o analfabetismo digital.

Em primeiro plano, é válido salientar que com a globalização os meios de comunicação foram ampliando significativamente e a entrada de novas tecnologias no país se tornou comum. Entretanto, determinadas regiões, principalmente do norte e nordeste, não tem um acesso tão rápido a esses aparatos, é bastante comum ver pessoas que nunca viram um computador ou celular moderno em algumas áreas. Como consequência disso, não existe uma igualdade de oportunidades para essas pessoas que continuam sendo analfabetos digitais e com poucas perspectivas de melhora. Para isso, o papel do Estado é fundamental na diminuição dessa problemática, pois a constituição federal de 1988 deve garantir a igualdade e a educação para os cidadãos.

Ademais, é imperativo pontuar que muitos jovens já nascem inseridos no meio digital. Mas, para os mais velhos há uma maior dificuldade em se adaptar as tecnologias, segundo John Locke e a teoria da tábula rasa, a pessoa nasce como uma folha em branco e vai adquirindo experiências ao longo da vida. Com isso, uma pessoa jovem tem mais predisposição à aprender, enquanto os mais velhos terão uma dificuldade. No entanto, tais dificuldade pode ser superadas se houver incentivos para que os idosos tenham acesso a essas redes e possam ser integrados de forma harmônica nesse novo contexto digital.

Portanto, é visível que a questão do analfabetismo digital é um grande problema no Brasil e medidas são necessárias para inserir todas as regiões e os idosos nessa era. Diante disso, urge que o Ministério da Educação junto as secretárias de educação dos estados, criem programas de assistência digital para as pessoas que moram em regiões afastadas e os idosos, colocando instrutores nas escolas nos finais de semana, para guiar a população no manuseio de aparelhos eletrônicos, visando a educação cibernética dos cidadãos. Além disso, campanhas feitas pelo Ministério da Educação e secretária da Cultura são essenciais para divulgar e instruir as pessoas sobre o uso de tecnologias, através de rádio, televisão e panfletos distribuídos nas comunidades, buscando a diminuição do analfabetismo de forma mais eficaz e cômoda.