A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Segundo o filósofo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Essa ideia pode ser aplicada em nosso país atual, mais especificamente no quesito do analfabetismo digital, uma vez que, sem a instrução tecnológica necessária, uma grande parcela da população não tem familiaridade com o ciberespaço. Diante disso, faz-se necessário medidas interventivas para solucionar tal problema, o qual é agravado devido não só a desigualdade socioeconômica, mas também a falta de formação no âmbito educacional.
Em uma primeira análise, é válido destacar que, de acordo com o índice de Gini, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Nesse viés, o cenário de um país com um bom conhecimento digital é utópico, pois, uma pessoa que sequer tem acesso a esse meio, jamais se adaptaria no uso dessa ferramenta. Dessa forma, uma grande parcela da população, devido à sua condição social, é impedida de ter acesso à tecnologia, fato que agrava esse impasse.
Além disso, outro fator indubtável para a persistência da problemática, é a falta de uma educação formadora. Com a tecnologia cada vez mais presente no nosso dia a dia, faz-se necessário a adaptação do ensino de manuseio tecnológico nas escolas, uma vez que o ensino ainda quando jovem é mais marcante.
Por conseguinte, é necessário que o Ministério da Educação invista no ensino digital nas escolas, através da disponibilização de equipamentos tecnológicos e da seleção apropriada de funcionários qualificados. Para que assim ocorra a inclusão social no meio cibernético e haja um maior desenvolvimento socioeconômico, ajudando a reverter o quadro de desigualdade social e possibilitando cada vez mais o acesso a tecnologia no país, pois, assim como Sir Arthur Lewis acreditava, a educação nunca foi despesa, sempre foi um investimento com retorno garantido.