A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 08/01/2021
“Toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Essa frase, do fillósofo e sociólogo Pierre Lévy, aponta umas das consequências dos avanços tecnológicos no mundo, mas ,principalmente, no Brasil: o analfabetismo digital - forma incorreta de utilizar esses novos instrumentos ou a inexistência do acesso à eles, o que é um grave problema. Nesse contexto, é preciso que estratégias sejam executadas para modificar essa situação, que possui como causa a falta de formação no âmbito educação e a desigualdade socoeconômica.
Sob esse viés, é importante ressaltar a ausência de educação formadora como um dos motivos para a persistência da problemática. Segundo Roger Chatier, grande historiador contemporâneo, a escola deve funcionar de modo a ser uma ponte em que o poder público intervém na formação da sociedade, inclusive, no âmbito digital. No entanto, esse ideal não é realidade na sociedade brasileira porque infelizmente ainda existem instituições que não oferecem aulas ou cursos com o objetivo de ensinar aos alunos como usar corretamente essas ferramentas tecnológicas. Em vista disso, o impedimento do analfabetismo no setor da tecnologia perdurará sobre o país, se não houver uma preparação devida do ambiemte escolar para seus estudantes.
Outrassim, segundo o coeficiente de Gini, uma fórmula que calcula a desigualdade social, o Brasil está entre 0s 10 países mais desguais do mundo. Nessa perspectiva, essa severa desigualdade faz com que parte da população não tenha contato com o espaço cibernético, o que ocasiona um entrave na adaptação do uso desse dispositivo. Dessa forma, uma parcela dos brasileiros, por causa da sua condição social, é impossibilitada de ter acesso á tecnologia, o que, por consequência, agrava esse empecilho.
Depreende-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar o analfabetismo digital em todo território brasileiro. Para isso, é imprescindível que o governo invista em regiões menos favorecidas economicamente a fim de proporcionar condições igualitárias de acesso aos meios tecnológicos. Ademais, compete ao Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, por meio do amplo debate entre estado, professores e família, introduzir novos métodos eficazes e, consequentemente, promover a alfabetização da sociedade no tangente á tecnologia do país. Somente assim, o fato apontado por Pierre Lévy não será mais uma realidade.