A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Segundo Steve Jobs, empresário e criador da Apple, “a tecnologia move o mundo”. Sobre essa ótica, no que diz respeito a realidade brasileira, tal cotexto não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Isso de dá em razão pela desigualdade socioeconômica vigente, além da falta de informação no âmbito educacional. Diante disso, tal cenário exige, portanto, medidas para conter a questão.
Em primeira análise, convém enfatizar o impacto das desigualdades socioeconômicas no acesso da sociedade aos recursos digitais. Ora, é inegável que parte da população, devido a sua condição social, não tem familiriaridade com o ciberespaço, visto que o Brasil se encontra entre as 10 nações mais desiguais do mundo, conforme o Índice de Gini – medida que classifica o grau de desigualdade de um país -, o que resulta em uma impossibilidade de usar essa ferramenta, consequentemente, o agravamento desse entrave.
Não fosse o suficiente, é importante destacar a falta de uma educação formadora como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Prova disso é que as instituições de ensino não ofertam uma formação no âmbito digital para os alunos dominarem as ferramentas tecnológicas. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente os seus estudantes, o entrave do analfabetismo persistirá, afirmando o que Mahatma Gandhi disse: “Aquilo que se faz no presente, determina o futuro”.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas. Logo, cabe ao Poder Público, juntamente com o Ministério da Educação, investir em regiões menos favorecidas economicamente, para proporcionar condições igualitárias de acesso aos meios tecnológicos, além de introduzir novos métodos eficazes de alfabetização com tecnologia, por meio do amplo debate entre Estado e sociedade. A fim de garantir um pleno desenvolvimento do Brasil e, assim, afirmar o que Steve Jobs disse.