A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 09/01/2021

A ignorância eletrônica é uma nova forma de analfabetismo. Apesar de todos os benefícios tecnológicos, como a praticidade comunicativa e a acessibilidade às notícias e informações, muitas pessoas não as usam corretamente ou mesmo não fazem parte de sua realidade social. Além disso, fatores como o descaso governamental e comunicativo contribuem para a continuidade do empecilho.

Inicialmente, cabe abordar a problemática com ênfase em princípios humanistas. De acordo com Jean-Paul Sartre, o homem deve zelar pelo bem coletivo em detrimento do individual, uma vez que ele está articulado a uma comunidade. Todavia, o anafalbetismo digital rompe com essa lógica altruísta, pois a educação do corpo social é prejudicada, dado que, saber acessar os meios digitais também é uma forma de conhecimento. Isso ocorre porque o Poder Executivo não intervém de maneira eficaz, haja vista o gasto com impostos para promover a mudança desse quadro.

Outrossim, é imperioso pontuar que a influência negativa efetuada pela mídia, por não enfatizar a importância de conhecer as tecnologias nos tempos atuais e por omitir o descuido Estatal referente ao assunto, é um forte responsável pela persistência do problema, já que o Ministro da Propaganda Nazista Joseph Goebbels, afirmou que algo só se torna verídico ao ser veiculado constantemente, ratificando como a comunicação e a publicidade influenciam em uma doutrinação de desinformação, negligência e falta de ativismo público.

Em suma, faz-se necessário uma intervenção. Para isso, o Governo Federal, com o auxílio da mídia, a partir de verbas da União, deve promover meios informacionais, como propagandas e vídeos instrutivos,  que alcancem os canais televisionados e os telões do centros urbanos (formas mais acessíveis à população), acerca da funcionalidade e da transcendência das ferramentas digitais para o contidiano humano. Destarte, diante da intermediação pontuada, o problema será amenizado na contemporaneidade.