A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/01/2021

A internet foi criada em 1969 nos Estados Unidos, graças a seu advento as relações de comunicação foram facilitadas. Em 1981 tal tecnologia chega ao Brasil. Entretanto, apesar de já estar em território nacional a cerca de 40 anos, muitas pessoas não sabem como utiliza-la, e são, de certa forma, analfabetos digitais. Essa falta de conhecimento das relações eletrônicas desencadeia dois principais problemas: o compartilhamento de fake news e a baixa cibersegurança do país.

Em primeira análise, segundo o Indicador de Analfabetismo funcional (Inaf) cerca de 29% da população brasileira é analfabeta funcional, ou seja, diferencia as letras, mas não entende a mensagem do texto. Como na Internet utiliza-se bastante a liunguagem ambuígua, essas pessoas - chamadas no mundo digital de analfabetos digitais - tem dificuldades de compreender o que é mostrado no vídeo, foto ou texto, tornando-se assim mais suscetíveis ao compartilhamento de fake news. Desse modo, é visível que os analfabetos digitais contribuem no processo de desinformação no meio digital.

Além disso, segundo o filósofo e educador brasileiro Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” evidencia que para que haja mudança deve-se haver educação. A falta de ensino digital no Brasil põe em risco a cibersegurança do país, visto que, por falta de instruções, a população pode dar suas informações pessoais e cair em goupes ou serem hackeados. Sendo assim, a falta da transimssão de conhecimentos eletrônicos é um problema, pois põe a população à mercê de crimes digitais e diminui a segurança computacional brasileira.

Portanto, o Ministério da Educação deve ofertar cursos de alfabetização em escolas, para analfabetos funcionais que se interessem em aprender com o intuito de extinguir suas dificuldades e diferenciar Fake News de noticias verídicas. Ademais, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve promover cursos digitais nas plataformas do Governo Federal sobre ensino no meio tecnologico, para que os iletrados digitais sejam inclusos no mundo eletrônico. Espera-se que com essas ações o número de leigos computacionais diminua.