A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 08/01/2021
A pensadora nigeriana Chimanda Adichie, afirma que a ideia de mudar o status quo — ou seja, o estado das coisas — é sempre penosa. Nessa perspectiva, percebe-se uma inércia no estado de problemas como o do analfabetismo digital, uma vez que é notória a irresponsabilidade do estado no que concerne a questão. Nesse sentido, perce-se a configuração de um problema complexo que se enraíza na base educacional lacunar e no silenciamento.
Em primeiro plano, é preciso salientar que a base educacional lacunar é uma causa latente do problema. De acordo com Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, as instituições de ensino só estão voltadas a passar conteúdos e informações, levando crianças e adolescente a saírem das escolas sem o mínimo conhecimento prévio sobre os conceitos básicos de navegar na internet, tornando-os assim jovens sem um letramento digital adequado, eventualmente a escola esquece que o ambiente escolar não é só um lugar de adquirir conhecimento, mas sim da preparação do aluno para a vida em sociedade.
Em segunda análise, outra causa para a configuração do problema é o silenciamento. Segundo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Entretanto, muitos não conversam sobre o letramento digital, pelo simples fato de que a maioria das pessoas não sabe que o analfabetismo digital existe e muito menos que é um problema. Por isso é necessário que haja a discussão sobre esse assunto para que deixe de ser um problema e se torne uma solução.
Portanto, a grande mídia — deve criar um canal de comunicações sobre o tema, por meio do aplicativo telegaram, a fim de informar propriamente toda a população usando áudios de especialistas. Tal ação deve ainda ser divulgada nos meios de comunicação convencionais e em outras plataformas digitais. Além disso, que as escolas possam inserir este conteúdo em sala de aula visto que, nunca é cedo para ensinar e tampouco tarde para aprender.