A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 09/11/2022
“O importante não é viver, mas viver bem.” Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. No Brasil, o analfabetismo digital faz com que muitos cidadãos não vivam bem, uma vez que essa condição representa um obstáculo para o acesso à informação e oferece risco para aqueles que desconhecem os mecanismos digitais e suas mazelas. Com isso, cabe analisar as causas e consequências desse cenário no país.
Em primeiro lugar, cabe citar a Revolução Francesa que, a partir da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, inaugurou um processo que levou à universalização das liberdades individuais e dos deveres sociais. Contudo, o poder estatal, pela falta de políticas públicas voltadas para a educação, carece do desenvolvimento de recursos para a alfabetização digital no país, principalmente nas instituições públicas de ensino,já que, a maioria delas não conta com estrutura de laboratórios de informática e com professores especializados na área, apenas 59% da rede pública de ensino conta com esses recursos, segundo reportagem da revista Época. Assim, fica nítido que o Estado é dissonante dos princípios constituídos na antiguidade, o que representa uma das causas do problema.
Em segundo lugar, para o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é fruto da educação. Nesse sentido, os brasileiros,por não receberem alfabetização digital, acabam por ter um importante direito positivado na Carta Magna do país limitado-o acesso à informação- uma vez que, na atual conjuntura, as notícias são divulgadas, primeiramente, na internet. Ademais, a falta de conhecimento digital favorece a ocorrência de crimes cibernéticos, como roubo de dados financeiros, já que o indivíduo, por não possuir conhecimento das mazelas-como rackers- que a rede oferece, fica suscetível a esses golpes.
Portanto, urge que o MEC promova a alfabetização digital no país. Isso pode ser feito por meio do direcionamento de verba para a construção de laboratórios de informática nas escolas e para a contratação de profissionais capacitados a orientar os alunos quanto ao uso correto e seguro da internet, com o intuito de que o acesso à informação seja garantido, na prática e os crimes cibernéticos sejam evitados. Assim, os indivíduos alcançarão a qualidade de vida descrita.