A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Segundo Steve Jobs, um dos fundadores da empresa Apple, “A tecnologia move o mundo”. Sob essa ótica, no contexto brasileiro, tal perspectiva não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital é uma problemática recorrente. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para conter a questão, a qual é agravada devido não só a desigualdade social, como também a falta de formação no âmbito educacional.

Sob esse viés, convém enfatizar o impacto da desigualdade social no acesso da sociedade aos recursos digitais. Isso é, essa disparidade faz com que uma parcela da população não tenha acesso a dispositivos tecnológicos, o que resulta em uma impossibilidade de se adaptar a essas ferramentas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Dessa forma, parte do povo brasileiro é impedido de ter acesso à tecnologia, fato que, consequentemente, agrava esse entrave.

Ademais, é imprescindível destacar a falta de uma formação no âmbito educacional como um dos fatores que dificulta a resolução da problemática. Segundo o historiador Roger Chartier, a escola deve funcionar de modo a ser uma ponte em que o Poder Público intervém na formação da sociedade, inclusive no âmbito digital. Entretanto, na realidade do Brasil, esse ideal não é concretizado, pois as instituições de ensino não ofertam uma formação para os alunos dominarem essas ferramentas tecnológicas. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente seus alunos, esse impasse perdurará sobre o país.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para minimizar a questão do analfabetismo digital no país. Sendo assim, o Governo deve investir em regiões menos favorecidas economicamente, para proporcionar condições igualitárias de acesso aos meios tecnológicos. Além disso, o Ministério da Educação, por meio de amplo debate entre Estado, professores e famílias, deve introduzir novos métodos eficazes de ensino, a fim de transformar a educação brasileira e, consequentemente, promover a alfabetização da sociedade no que tange à tecnologia no país. Somente assim, o Brasil poderá mudar o quadro do analfabetismo digital.