A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Embora seja direito assegurado a todos os cidadãos pela Constituição Federal, a educação não é garantida de forma igualitária ao brasileiros. É impossível ocupar-se da alfabetização digital da população brasileira enquanto o analfabetismo funcional ainda for o foco da preocupação nacional.
A transformação Técnico-Científica do século passado atá hoje não alcançou a todos, aqui, no limiar do século XXI. A grande massa que ainda luta para sobrevier, muitas vezes em condições de subsistência, nem sequer cogita possuir computadores, smartphones, wi-fi e banda larga. Como decorrência disso temos a exclusão que leva ao analfabetismo digital.
Nos primeiros dias de Janeiro de 2021, foi batida no Brasil a marca de 200 mil mortos como consequência de uma pandemia que também desvelou muitas desigualdades. Quando na necessidade de reclusão e distanciamento social a única porta para o mundo exterior eram as vias digitais, muitos se viram entre muros sem saída por não possuirem os meios, seja material ou seja imaterial de se libertarem. Alunos que fazem neste momento esta prova são bons exemplos das referidas desilgualdades, onde estes, escolas e professores não tinham recursos ou recursos insuficientes para dar um bom prosseguimento na educação mesmo à distância.
Segundo o filósofo e psicólogo norte-americano William James “O ser humano pode alterar sua vida mudando sua atitude mental”. Muito além da questão cultural que incita a violência virtual, mesmo a parcela da população que tem acesso à tecnologia carreadora da informação e do conhecimento acumulado da humanidade, é pequena e despreparada para o uso da mesma, o que possibilita tantos golpes e a disseminação das chamadas “fake news”, entre outros males.
A fim de garantir, portanto, a alfabetização e educação digital do brasileiro, o Governo Federal, em parceria com o setor privado, numa frente deveria equipar a população sob termos de comprometimento e simultâneamente, noutra frente, estabelecer programas de treinamento tanto para o uso do equipamento quanto para conscientização de uso, tratativa e propagação das informações., além de endurecer e ampliar ainda mais as leis que punem crimes digitais. Enquanto, a população por sua vez, ao aceitar o equipamento, se comprometeria a receber o treinamento e capacitação para o uso adequado e cidadão tanto do insumo recebido, quanto do conteúdo digital. Ademais, caberia a mídia, em consonância com o próprio Governo Federal, intensificar a divulgação dos programas de conscientização e bom uso dos recursos digitais. Afinal, somente com a cooperação entre Estado e sociedade será possível extinguir esse mal chamado analfabetismo digital, que torna a nação cada vez mais emburrecida, pobre e excluída do restante do mundo.