A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Em 1969 nos Estados Unidos, deu-se início a Arparnet, o qual tinha como objetivo principal interligar bases militares e laboratórios científicos. No entanto, essa tecnologia difundiu-se para o meio social, mas grande parcela dos cidadãos encaixa no grupo dos analfabetos digital não podendo desfrutar desse recurso importante na atualidade. Diante disso, deve-se analisar a carência de ações governamentais e a desigualdade socioeconômica como fatores que amplia esse impasse.
Em princípio, ressalta-se o carecimento das medidas do governo para atenuar esse problema. Essa conjuntura, segunda as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos indispensáveis para o cidadão como, a integração no meio digital, o qual benefício o pleno desenvolvimento das capacidades dos indivíduos. Como consequência, essa pessoa analfabetas não participa totalmente das relações sociais. Ademais, atrelado a isso, salienta-se a disparidade socioeconômica como impulsionador dessa problemática. Nesse viés, de acordo com o índice de Gini, o Brasil está como uma das dez nações mais desiguais do mundo. Desse modo, essa cruel realidade faz com o que parcela da sociedade não tem acesso ao espaço digital o qual resulta a impossibilidade de se adaptar ao uso dessa ferramenta. Assim, fato que consequentemente ampliar o analfabetismo digital na esfera social.
Torna-se evidente, portanto, mediante os fatos expostos, que providências são essenciais para amenizar essa adversidade do analfabetos digitais. Destarte, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve incluir na grande curricular do ensino fundamental e médio, a educação digital para preparar os cidadãos a lidar com essas tecnologias na atualidade, bem como criar programas de extensão para a população em geral, a fim de suprir as necessidades e combater esse impasse presente na atualidade. Somente assim, o Estado desempenhará o “contrato social”, tal como afirma John Locke"