A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 12/01/2021

A Revolução Técnico-Científica, no século XX, é determinada pelo avanço tecnológico que modificou as relações sociais, econômicas e políticas mundiais.Tal panorama reflete a relevância da era virtual e, assim,da educacao digital à população, indo de encontro ao analfabetismo digital brasileiro, fator que promove tanto a alienação social, quanto a limitada contribição do meio online ao cidadão.

Concernente à temática da manipulação dos indivíduos pelas informações expostas nos veículos comunicativos, é fundamental o ensino informático. Essa premissa é relacionada com o despreparo da população diante dos meios virtuais, o que gera uma passividade do usuário frente ao que é compartilhado em sites, favorecendo a disseminação das “Fake News” e de crimes cibernéticos. Tal cenário foi constatado, em 2018, pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), ao evidenciar que mais de 40% dos professores de escolas públicas e privadas são despreparados para abordar temas relacionados à cultura e cidadania digital e, desse modo, há uma carência educacional brasileira quanto a orientação virtual.

Ademais, os beneficíos advindos com a era informarcional são restritos a uma parcela social que é instruída para a utilização dessas ferramentas. Essa assertiva é ressaltada pelo filósofo Pierre Lévy ao definir que é necessário selecionar e filtrar as informações do ciberespaço, para criar uma inteligência coletiva, isto é, a análise dos recursos digitais viabilizaria o progresso pessoal. Tal realidade é verificada no ensino a distância, no qual ferramentas virtuais são utilizadas para a qualificação de estudantes, contudo, muitos cidadãos ainda se limitam ao uso de redes sociais e possuem dificuldades com a pesquisa de informações sendo, dessa maneira, um mau emprego dos recursos tecnológicos.

Portanto, é imprescíndivel a ação de órgãos governamentais para mitigar o analfabetismo digital no Brasil. Para tanto, o Ministério da Educação deve rever a questão da educação tecnológica, por meio do financiamento de cursos profissionalizantes para os pedagogos acerca da era informarcional e o investimento em aparelhos virtuais nas instituições de ensino públicas, com o escopo de garantir a qualidade no ensino e a disseminação de oportunidades de cursos a distância, para garantir o acesso da população nacional a modernos meios de aprendizado. Logo, as inovações da Revolução Técnico-Científica, irão, graudlamente, abranger toda a sociedade brasileira.